07/06/2026

Plataforma Itaú Cultural Play adiciona filmes sobre samba e a região Norte

A partir de 28 de janeiro (sexta-feira), a plataforma de streaming do cinema e audiovisual brasileiro Itaú Cultural Play www.itauculturalplay.com.br amplia seu catálogo com novos títulos. O destaque fica por conta da estreia da série SambaBook, com filmes musicais que homenageiam cinco das principais referências do samba. Em outro recorte, o olhar do diretor Joel Zito Araújo pode ser visto em mais dois documentários dirigidos por ele, e que integram a curadoria dedicada ao cinema negro brasileiro. Completando as atualizações, sete novos filmes da mostra Matapi, entitulada Veredas do Norte, passam a compor o catálogo dedicado às produções da região Norte do país. 
 
Com acesso gratuito, a plataforma de streaming de cinema brasileiro é acessível para dispositivos móveis IOS e Android, e pode ser acessada pelo site itauculturalplay.com.br.  
 
SambaBook 
Um dos ritmos musicais mais populares do país, o samba ganha espaço com a estreia da série SambaBook, dedicada a grandes nomes da música brasileira. Com direção de Afonso Carvalho, as obras de João Nogueira, Jorge Aragão, Dona Ivone Lara, Martinho da Vila e Zeca Pagodinho são revisitadas por amigos e familiares dos artistas, que relembram histórias e revivem canções compostas ou eternizadas por estes nomes referenciais do estilo. 
 
Mostra Joel Zito Araújo 
Outra novidade é a presença de mais dois filmes do cineasta mineiro Joel Zito Araújo, conhecido por tematizar o negro na sociedade brasileira. Essas duas novas produções se juntam a Cinderelas, Lobos e um Príncipe Encantado e A Negação do Brasil, já disponíveis para serem assistidas na plataforma. 
 
A primeira delas é Raça, filme dirigido em parceria com a diretora norte-americana Megan Mylan. Nele, são revelados os bastidores da mobilização de um cantor, de uma líder quilombola e de um senador contra a desigualdade racial.  
 
Ao longo da trama, enquanto o artista se mobiliza para criar um canal de televisão com profissionais negros, a líder indígena busca o reconhecimento formal de terras quilombolas. O político, por sua vez, briga pela aprovação do Estatuto da Igualdade Racial no Congresso. 
 
Já no documentário Vista minha pele, Joel Zito Araújo mostra uma inusitada inversão histórica, em que os negros são a classe dominante e os brancos é que foram escravizados. Maria é uma menina branca e pobre, que estuda num colégio particular graças a uma bolsa. Ela quer ser eleita rainha da festa junina, apesar do preconceito. Para isso, vai contar com a ajuda de Luana, uma estudante negra. 
 
Filmes do Norte
Por fim, a seleção de filmes da mostra Matapi – Mercado Audiovisual do Norte, que é uma plataforma de articulação e fomento dedicada ao desenvolvimento do audiovisual amazônico, traz mais uma amostra da produção recente dos estados da região Norte do Brasil. Neste novo lançamento, seis filmes passam a integrar a mostra Veredas do Norte. 
 
Dirigido por Flávia Abtibol e Chicco Moreira, o documentário amazonense O Céu dos Índios Desâna e Tuiuca empreende uma aventura pelos rios amazônicos, encontrando vestígios de um saber pouco conhecido pela cultura ocidental: a astronomia desenvolvida pelos povos indígenas.  
 
Em Utopia, da diretora amapaense Rayane Penha, uma jovem filha de garimpeiro recolhe histórias sobre seu pai, que faleceu no garimpo. Fotos, cartas e depoimentos vão compondo o retrato da vivência paterna em meio a bateias, túneis e lugares degradados.  
 
Os quatro outros filmes foram rodados no estado do Pará. O primeiro deles, Raimundo Quintela, o caçador de vira porco, do diretor Robson Fonseca, mostra as aventuras de um caça-fantasmas do interior paraense, especializado em fenômenos sobrenaturais.  
 
O filme experimental O filho do homem, de Fillipe Rodrigues, é carregado de simbolismos, como as chamas de uma vela e uma fogueira à beira de um rio. Na história, um jovem e um idoso estão juntos numa casa antiga, cercada pela mata. Em alternância de tempo, a história prende a atenção sobre um pai e um filho, e sobre passado e presente. 
 
Brega S/A, dirigido por Gustavo Godinho e Vladimir Cunha, foi realizado por artistas com poucos recursos, gravado em estúdios de fundo de quintal e mantendo relações com a pirataria, o tecnobrega. É a trilha sonora da periferia de Belém. A partir deste cenário, o filme fala sobre a ligação entre este gênero musical e a popularização da tecnologia a partir da década de 1990. 
 
De autoria do trio de diretores Bea Morbach, Débora Mcdowell e Renata Taylor, a mostra fecha com o documentário Transamazonia. Como um verdadeiro road-movie, o filme percorre a rodovia Transamazônica, captando encontros e paisagens entre as cidades de Marabá, no Pará, e Lábrea, no Amazonas. Nesse cenário, as travestis Melissa, que é uma mãe de 21 anos, e Marcelly, que está desempregada aos 35, habitam pontos distintos dessa estrada que dilacerou o país. 
 
 
SERVIÇO:  
Itaú Cultural Play - novos lançamentos  
28 de janeiro de 2022 (sexta-feira)  

Notícias relacionadas