21/07/2026

Mostra no CCBB celebra centenário da Semana de Arte Moderna

 
 
Para comemorar os 100 anos da Semana de Arte Moderna, que aconteceu em São Paulo, o Centro Cultural do Brasil exibirá a Mostra Ecos de 1922 – Modernismo no Cinema Brasileiro, que acontece em SP entre 09/02 e 07/03. Depois o evento viaja para o Rio (10/03 a 04/04) e Brasília (04/04 a 08/05). Na programação, exibição de longas e curtas-metragens, debates online e presenciais, palestra, sessões inclusivas, catálogo com textos inéditos e exibição de filmes com música ao vivo.
 
Ao todo,  serão exibidos cerca de 50 filmes, entre longas, médias e curtas-metragens, num vasto recorte geográfico, temporal e conceitual, que vai de 1922 a 2021, de Roraima ao Paraná, e de intelectuais paulistas, como Oswald de Andrade e Mário de Andrade, a artistas e pensadores indígenas contemporâneos, como Jaider Esbell e Denilson Baniwa. O evento também contará com debates, palestra, sessão com música ao vivo e sessão com audiodescrição e libras.
 
Serão exibidos em película 35mm clássicos do cinema brasileiro, como os curtas da série Brasilianas, de Humberto Mauro (1945–1956), Limite (Mário Peixoto, 1931, na imagem acima), Terra em transe (Glauber Rocha, 1967), Como era gostoso meu francês (Nelson Pereira dos Santos, 1971), Iracema, uma transa amazônica (Jorge Bodanzky e Orlando Senna, 1974), Ladrões de cinema (Fernando Coni Campos, 1977), Mato eles? (Sergio Bianchi, 1983) e Tudo é Brasil (Rogério Sganzerla, 1997)
 
Filmes raros, em cópias digitais especiais, também merecem destaque, como é o caso dos longas Orgia ou O homem que deu cria (João Silvério Trevisan,1970), Mangue-bangue, (Neville de Almeida, 1971), A$$untina das Amérikas (Luiz Rosemberg, 1976) e Um filme 100% brasileiro (José Sette, 1985). É também o caso dos curtas O ataque das araras (Jairo Ferreira, 1969), Bárbaro e nosso – Imagens para Oswald de Andrade (Márcio Souza, 1969), Herói póstumo da província (Rudá de Andrade, 1973), Alma no olho (Zózimo Bulbul, 1974), Há terra! (Ana Vaz, 2016) e Apiyemiyekî? (Ana Vaz, 2019).
 
Ecos de 1922 - Modernismo no Cinema Brasileiro conta ainda com uma seleção de filmes “oswaldianos” de Rogério Sganzerla e de Júlio Bressane, como Sem essa, Aranha (Rogério Sganzerla, 1978), Tabu (Júlio Bressane, 1982), Miramar (Júlio Bressane, 1997) e Tudo é Brasil (Rogério Sganzerla, 1997), além dos curtas Perigo negro (Rogério Sganzerla,1992), Quem seria o feliz conviva de Isadora Duncan? (Júlio Bressane,1992) e Uma noite com Oswald (Inácio Zatz e Ricardo Dias, 1992) – este último com exibição em 35mm.
 
Figura central na relação entre o modernismo e o cinema brasileiro, Joaquim Pedro de Andrade também terá destaque especial na mostra. Além da exibição dos longas Macunaíma (1969) e O homem do pau-brasil (1980) e dos curtas O mestre de Apipucos (1959) e O poeta do Castelo (1959) – filmes dedicados à obra e às ideias de Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Gilberto Freyre e Manuel Bandeira, respectivamente – além, ainda, a exibição do média-metragem O Aleijadinho (1978) e um debate, no dia 05/03, sobre a obra do cineasta e sua relação familiar e afetiva com os modernistas.
 
Por fim, há uma seleção de filmes contemporâneos, entre curtas, médias e longas, documentários e ficção, que abordam a antropofagia a partir de outros vieses: indígena, negro e periférico. Branco sai, preto fica (Adirley Queirós, 2012), Grin (Isael Maxakali Rolney Freitas e Sueli Maxakali, 2016), Travessia (Safira Moreira, 2017), Por onde anda Makunaíma? (Rodrigo Séllos, 2020) e N?h? Yãg M? Yõg Hãm: essa terra é nossa! (Carolina Canguçu, Isael Maxakali, Roberto Romero e Sueli Maxakali, 2020) serão acompanhados por uma seleção de filmes de internet, disponíveis nas mídias sociais e no site do evento.
 
No dia 13/02, mesma data em que a Semana de 22 teve início, haverá um debate online intitulado “Ecos de 1922 na literatura e nas artes plásticas”, com Eduardo Sterzi e Verônica Stigger. No dia seguinte, 14/02, Lilia Schwarcz e Pedro Duarte discutirão os “100 anos da Semana de Arte Moderna: ecos na história e na cultura do Brasil”. Este debate online contará com janela de libras.
 
Mais informações sobre a Mostra, e a programação completa em: https://www.ludicaproducoes.com.br/ecosde1922
 
Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo
Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico, Triângulo SP, São Paulo–SP
Aberto todos os dias, das 9h às 19h, exceto às terças.
 
Acesso ao calçadão pela estação São Bento do Metrô
Informações: (11) 4297-0600
Estacionamento Conveniado e Translado: O CCBB possui estacionamento conveniado na Rua da Consolação, 228 (R$ 14 pelo período de 6 horas – necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB). No trajeto de volta, tem parada na estação República do Metrô.

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