24/09/2026

Itaú Cultural Play estreia mostra de filmes que exploram ritmos da música brasileira

Os múltiplos ritmos da música brasileira, da batida do funk ao charme do carimbó, da subversão do punk à emotividade do brega, são o mote da nova mostra da Itaú Cultural Play, plataforma de streaming gratuita de cinema nacional. As cores do som estreia amanhã (21), com a disponibilização de oito documentários que exploram a relação entre os gêneros musicais, as pessoas e o ambiente onde vivem, construindo um mosaico da cultura do país. Ultrapassando as telas, é possível ouvir uma playlist inspirada na mostra, que será disponibilizada no perfil do Spotify do Itaú Cultural também no dia 21 de fevereiro. 

O acesso à Itaú Cultural Play é gratuito, disponível em www.itauculturalplay.com.br, nas smart TVs da Samsung, LG e Apple TV, nos aplicativos para dispositivos móveis (Android e iOS) e Chromecast.

O diretor brasiliense Naji Sidki percorreu mais de 10 mil quilômetros para gravar Terra de ciganos (2024). Nas andanças por estados como Minas Gerais, Paraíba, Alagoas e São Paulo, ele percebeu que a música estava presente em quase todos os acampamentos destes povos. Daí surgiu o documentário, um road movie musical que retrata a vida nômade dessa comunidade, que, apesar de somar mais de 800 mil pessoas no Brasil —sendo a terceira maior comunidade de ciganos do mundo —, ainda enfrenta muito preconceito. 

Também lançado em 2024, Funk favela, de Kênya Zanatta, passeia pelas vielas da periferia da cidade de São Paulo para revelar a essência do gênero e desconstruir estereótipos acerca dele. Com depoimentos de artistas como MC Tha, Deize Tigrona e MC Binn, o filme aborda temas como protagonismo feminino e a influência de sonoridades africanas no funk.

Indo para o Norte do Brasil, Terruá Pará, de 2023, faz uma viagem sensorial pelos vários gêneros musicais do estado, como o carimbó, a lambada, o merengue e o tecnomelody. O longa-metragem de Jorane Castro traz entrevistas com alguns dos principais artistas amazônicos, como Dona Onete — que foi tema de uma Ocupação no Itaú Cultural em 2023 — e Manoel Cordeiro. No ano de seu lançamento, Terruá Pará conquistou o prêmio de Melhor filme no 15º Festival In-Edit (Festival Internacional do Documentário Musical), em São Paulo, e de Melhor fotografia, montagem, produção e som no Festival de Cinema de Triunfo, em Pernambuco. 

Por sua vez, Brega S/A (2009), dirigido pela dupla Gustavo Godinho e Vladimir Cunha, foca em um ritmo paraense específico, cria da periferia de Belém: o tecnobrega. O filme mostra os bastidores do gênero, geralmente gravado em estúdios de fundo de quintal, e fala sobre a ligação entre ele e a popularização da tecnologia a partir da década de 1990.

O hit do cantor goiano Lindomar Castilho dá o tom do documentário Vou rifar meu coração, lançado em 2011 por Ana Rieper. Aqui, a narrativa se volta para o próprio brega, estilo que deu origem a derivados — como o tecnobrega — e tem como uma de suas marcas as letras que tratam das dores do amor. Divertido, o filme mescla entrevistas dos principais compositores do movimento, como Castilho e Amado Batista, aos relatos dos fãs, que abrem o coração.  

Como o título anuncia, a protagonista de Mangueira em 2 tempos (2020) é a famosa escola de samba, fundada no Rio de Janeiro em 1928. O filme de Ana Maria Magalhães revisita, quase 30 anos depois, amigos de infância retratados no vídeo Mangueira do amanhã, registro sobre a escola de samba mirim de mesmo nome produzido na década de 90. Com participação de Alcione e Ivo Meirelles, Mangueira em 2 tempos ganhou o prêmio de Melhor documentário no New York International Film Festival (INYFF) em 2020.

Um dos mais importantes filmes sobre o tema, Botinada: a origem do punk no Brasil (2006), de Gastão Moreira, retorna ao final dos anos 70, quando as primeiras influências do estilo começaram a chegar da Inglaterra. Imagens de arquivo e depoimentos reconstroem a trajetória do punk, que teve o seu auge com a formação de gangues na capital paulista e no ABC.

Laureado com o Prêmio Manuel Diégues Jr. de Melhor Pesquisa e Roteiro na Mostra internacional do filme etnográfico, no Rio de Janeiro, em 2004, o documentário Aqui favela, o rap representa (2003) capta a cultura hip-hop no Brasil em pleno desenvolvimento, em especial nas cidades de São Paulo e Belo Horizonte. Nomes fundamentais da cena, como Mano Brown e Thaíde, revelam a dimensão poética, identitária e política do rap feito na periferia das grandes cidades. A direção é de Júnia Torres e Rodrigo Siqueira.

SERVIÇO
Mostra As cores do som

A partir de 21 de fevereiro de 2025 na Itaú Cultural Play

www.itauculturalplay.com.br

Playlist inspirada no Spotify: open.spotify.com/user/itaucultural

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