No próximo sábado (06), às 11h, o Itaú Cultural (SP) abre a Ocupação Grande Othelo, que encerra a programação de 2025 das mostras da série Ocupação. Essa exposição celebra os 110 anos de nascimento desse artista icônico, que contribuiu com o cinema, o teatro, a literatura e a música, abrindo passo para artistas afro-brasileiros na cena cultural do país. A mostra permanece em cartaz até 8 de março, com mais de 160 peças.
O espaço expositivo apresenta rascunhos de poemas ou outros concluídos – como Cadê você, Gonzagão?, que ele escreveu em homenagem a Luiz Gonzaga –, partituras originais dos anos 1940, roteiros, objetos, cartas, fotografias, indumentárias, suas agendas para recados e outros cadernos pessoais, documentos históricos como um contrato com a Rede Globo, de 1967, e um diploma de cidadão paulistano, de 1978, e troféus como o Velho Guerreiro, que Chacrinha lhe ofereceu em seu programa dominical. Há ainda livros, objetos táteis, depoimentos em vídeos – como o de um de seus filhos, o ator José Antonio Souza Prata, conhecido como Pratinha.
O ambiente central da Ocupação Grande Othelo parece uma praça carioca dos anos dourados, que abriga até uma banca de revistas. Há também acesso a uma sala estilizada de cinema da época, onde são exibidos recortes de filmes em que ele atuou: Também somos irmãos (1949), de José Carlos Burle, Amei um bicheiro (1952), produzido pela Atlântida com argumento do ator Jorge Dória, Assim era Atlântida, documentário de Carlos Manga de 1974, e Carnaval no Fogo – este filme dirigido em 1949 por Watson Macedo, no qual Othelo contracena com Oscarito, pegou fogo literalmente, restando apenas esse trecho a ser exibido.
Amanhã, em diálogo com a Ocupação Grande Othelo, a plataforma gratuita Itaú Cultural Play estreia mostra de filmes estrelados por ele, de dramas, como o clássico Rio, Zona Norte (1957), a comédias, a exemplo de Matar ou correr (1954) e Macunaíma (1969), mostrando a versatilidade do intérprete.
