Alysson Oliveira
Letras e fotogramas
Um romance mexicano colaborativo
- Por Alysson Oliveira
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A Euforia de uma antropóloga
- Por Alysson Oliveira
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Pessoas na multidão
- Por Alysson Oliveira
- 25/01/2016
Romance francês dá voz aos silenciados de O Estrangeiro
- Por Alysson Oliveira
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A Pureza do novo romance de Jonathan Franzen
- Por Alysson Oliveira
- 15/10/2015
Em PURITY, Jonathan Franzen exibe o que há de melhor e pior em sua literatura. Como já se percebera em The Corrections e Freedom, ele é obcecado em escrever The Great American Novel – mas como já disse genialmente Frank Norris: “the Great American Novel is not extinct like the dodo, but mythical like the hippogriff.” E para ele, essa criatura mítica se parece com um gigantesco romance realista do século XIX. Não à toa há sempre algo meio empoeirado em seus livros – por mais que ele situe esse no nosso presente, com vazamentos de informação na internet, denúncias e um dublê de Assange. Há momentos que beiram a genialidade – especialmente nos diálogos com frases ácidas, respostas rápidas – mas, como é comum em seus livros, falta um editor com colhões para cortar, para tirar os excessos.Não é fácil ser Deus, uma grande ficção científica russa
- Por Alysson Oliveira
- 28/05/2015
“Hard to be a God”, de Aleksey German, é um pesadelo do qual eu não queria acordar. Não é um filme ruim – pelo contrário, é genial, por isso queria que durasse mais (3 horas não me bastaram!). Sua parte pesadelo é porque se passa na Idade Média, com tudo aquela “mitologia”, que criamos sobre o período – gente e ambiente sujos, cadáveres em decomposição, lama, doenças etc. Mas o filme não se passa na Terra – está situado no planeta Arkanar, onde um grupo de cientistas terráqueos foram mandados para o estudar – “por ser mais próximo, por ser menor do que outros planetas”. Só podem observar, não podem interferir – daí o título, pois o protagonista, Dom Rumata, não pode fazer nada para que aquelas pessoas se afundem ainda mais, ele é um deus que apenas observa e se aflige. Ainda assim, quando os intelectuais são ameaçados, ele toma partido.
Talvez seja um filme sobre a razão e a cientificidade, mas também é um filme sobre o obscurantismo – e, claro, vai ecoar em nosso tempo. Não temos a peste negra, mas temos outros tipos de pestes causadas pelo sono da razão. Estamos, dentro da narrativa, tão perdidos como Rumata, pois esse mundo lembra o nosso, mas não *é* o nosso.
Baseado num romance dos Strugatsky – os mesmos autores cujo Roadside Picknick serviu de base para STALKER – essa ficção científica traz uma câmera que parece testemunhar as cenas, mas do que enquadrar – personagens olham para as lentes como quem olha para uma mancha na parede, com uma feição inquisitiva, em outros momentos ficam em frente, tapando a visão etc. É o inferno de Dante – como apontou Umberto Eco – e também o último filme do diretor que morreu no processo de montagem.
Sua narrativa barroca pouco explica, só nos joga o meio desse inferno na “Terra”, nossa solução e se “aliar” a Rumata – teríamos outra opção? Ele é o foco narrativo aqui... – e explorar esse universo. German deixou um testamento sobre o mundo e sobre o papel da arte e razão num tempo que essas se esvaziam – mas com esse filme, prova que ainda há fissuras de onde elas podem emergir.
Da improdutividade e a falta de saúde: o caso de "Para Sempre Alice"
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- 10/03/2015
Um livro triste e necessário
- Por Alysson Oliveira
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