Via Negromonte: "As mães de Chico Xavier" representa as dores de cada um
Para a atriz Via Negromonte, que trabalhou em "As mães de Chico Xavier", cada espectador encontrará seu próprio filme ao ir ao cinema, pois todos têm histórias parecidas para contar sobre a perda de entes queridos.
- Por Alysson Oliveira
- 03/04/2011
- Tempo de leitura 2 minutos
por Alysson Oliveira
“As pessoas irão ao cinema e cada uma encontrará seu próprio filme. Funciona de uma forma para cada espectador”. É assim que a atriz e cantora Via Negromonte define As mães de Chico Xavier, do qual é protagonista, ao lado de Vanessa Gerbelli (Sem controle) e Tainá Müller (Cão sem dono). O longa é inspirado no livro-reportagem “Por trás do véu de Ísis”, de Marcel Souto Maior, e tem como tema cartas psicografadas que mudaram a vida de três mulheres.
As três atrizes, no entanto, são unânimes ao dizer que esse não é um longa espírita – apesar de sua temática. “Vai além da religião, é um filme sobre a perda, a superação”, disse Via em entrevista ao Cineweb. A atriz foi casada com Nelson Xavier por 23 anos, e, aqui, tal como em Chico Xavier, ele novamente interpreta o famoso médium brasileiro, que morreu em 2002. A atriz conta que não fez qualquer tipo de laboratório para interpretar a mãe que perde um filho adulto: “Minha preparação foi a vida, as minhas dores e perdas.”
Já Vanessa conheceu algumas mães que receberam cartas psicografadas. “Mas o que me chamou mesmo a atenção foi o roteiro. Era tudo muito emocionante”, observa a atriz, que é mãe de um menino de quatro anos e, no filme, tem um filho pequeno. “A questão da maternidade é muito tocante. No entanto, creio que a história atinge todos – mesmo quem não tem filhos”.
E Tainá, que atualmente participa da novela “Insensato coração”, viu o filme como uma oportunidade de crescimento pessoal. “Eu não sou espírita. Na verdade, nem tenho uma religião. Mas As mães de Chico Xavier permitiu que eu conhecesse mais sobre o espiritismo.” Ela acredita que atualmente o mundo está muito materialista e, por isso, as pessoas estão começando a se aprofundar nas questões espirituais – o que explicaria o sucesso de filmes como Nosso Lar. “É preciso ir ao filme de coração aberto, pois lida com temas muito delicados”.
Para Via, o filme era “uma oportunidade de viver uma mulher com a bagagem maior [do que a minha]”. “Como lidar com a vida depois da perda de alguém próximo? Eu já passei por isso na minha família, e não é fácil. A gente deve passar a ver a vida de uma forma maior”, afirma a atriz, que também é professora de ioga.
