Ricardo Elias e uma história de "uma classe média comum"
"Mare Nostrum", novo filme do diretor Ricardo Elias, parte de um incidente que aconteceu com sua família. “Meu pai tinha um terreno e, quando tentamos vender o imóvel, ele ainda estava no nome do antigo dono”, disse em entrevista ao Cineweb. A disputa pela posse de um terreno na Praia Grande, no litoral paulista, serve como o pano de fundo para “contar uma historia sobre a classe média comum, suas pequenas dificuldades e anseios.”
- Por Nenhuma
- 03/10/2018
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O terceiro longa de Elias retoma sua parceria com Guindane, que protagonizou seu primeiro longa De passagem, premiado em Gramado. “Eu ainda não tinha o protagonista do filme, num telefonema sobre outros assuntos ele me disse que ia fazer o filme e eu disse, 'então tá'. E quando ele entrou no filme, vários aspectos do roteiro foram melhorando.”
Outro elemento forte no longa é o futebol. Não só o protagonista é um jornalista especializado no esporte, como também, há anos, planeja um livro sobre um jogador esquecido chamado Zé Carlos, mas o projeto nunca avança porque os filhos dele não estão seguros se querem uma biografia sobre o pai. “Quando escolhemos a profissão da personagem do Silvio como jornalista esportivo o futebol foi se somando ao filme e acabou virando um elemento de ligação pai/filho, além de pontuar historicamente o momento inicial da história.”
