Diretora húngara cria ficção dentro da cultura cigana
- Por Rodrigo Zavala
- 26/10/2010
- Tempo de leitura 2 minutos
Pendente desde a dissolução da União Soviética, a integração da cultura cigana na Hungria é um dos temas tabus no país desde 1989. E é nesse contexto, de “subclasse”, que a engajada diretora Diana Groó trabalha em Vespa, atração desta quarta (27) e sábado (30) na 34ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.
Em primeiro plano, ela conta a história do jovem Lali, de 12 anos, que vive em uma comunidade cigana em Beregrát, no interior pobre da Hungria. O cotidiano monótono do garoto é quebrado quando ele encontra um bilhete premiado dentro de um chocolate.
No entanto, para receber seu prêmio, uma lambreta Vespa, Lali precisa ir até a capital Budapeste, lugar que desconhece e onde parece viver seu pai, um pedreiro não-cigano. A câmera, assim, acompanha o percurso solitário do garoto até o seu objetivo.
“A situação dos ciganos é muito difícil na Hungria e quis passar isso no meu filme”, afirmou a diretora Diana Groó, que veio a São Paulo divulgar seu filme. Um problema social grave no país, já que, calcula-se, de 10 milhões de habitantes da Hungria, 600 mil são da etnia romani.
Com esse pano de fundo, a diretora aborda pela visão de Lali a intolerância, o preconceito, a exclusão. Não por acaso, utilizou informações do próprio protagonista, um ator não profissional que, como no filme, vem de uma comunidade cigana do interior. “Metade do roteiro é meu, a outra é inspirada na vida dele”, lembrou Groó, ao falar sobre o tom realista dado à produção.
“A situação dos ciganos é muito difícil na Hungria e quis passar isso no meu filme”, afirmou a diretora Diana Groó, que veio a São Paulo divulgar seu filme. Um problema social grave no país, já que, calcula-se, de 10 milhões de habitantes da Hungria, 600 mil são da etnia romani.
Com esse pano de fundo, a diretora aborda pela visão de Lali a intolerância, o preconceito, a exclusão. Não por acaso, utilizou informações do próprio protagonista, um ator não profissional que, como no filme, vem de uma comunidade cigana do interior. “Metade do roteiro é meu, a outra é inspirada na vida dele”, lembrou Groó, ao falar sobre o tom realista dado à produção.
Apesar do ambiente desalentador em que se encontra Lali, Groó contém o drama e apresenta um filme equilibrado, sem ser panfletário. A despeito dos constantes atos de ódio contra a população cigana nos últimos anos, a diretora afirmou que não teve qualquer impedimento para entrar nas comunidades para fazer seu filme. “Fiz até amigos”, disse. Algo, que neste contexto não é fácil de acreditar.
27 Outubro (quarta-feira)
– 13h30
– 13h30
Unibanco Arteplex 1
30 Outubro (sábado) – 17h30
30 Outubro (sábado) – 17h30
Cinesesc
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