“Corre em mim um sangue latino”, diz Hanna Schygulla, homenageada na Mostra
- Por Alysson Oliveira
- 02/11/2010
- Tempo de leitura 5 minutos
Hanna Schygulla parece não ser apenas uma. Ela é várias. Há primeiro a atriz que conhecemos e que por ela fomos seduzidos – especialmente nos anos de 1970 e 1980, com filmes como O casamento de Maria Braun e Lili Marlene,
ambos resultados de sua colaboração com o diretor alemão Rainer Werner Fassbinder, com quem teve uma relação tumultuada mas prolífica. Foram 23 filmes em 12 anos, até a morte dele em 1982. Dessa parceria, aliás, nasceu o primeiro trabalho como diretora. “Foi em 1977, quando ele me propôs codirigir um curta sobre uma mulher esquizofrênica que sonhava estar grávida de uma cidade, que era Berlim. Era uma metáfora para a Berlim unificada. Mas Fassbinder morreu antes de fazermos esse trabalho, e antes da cidade se unir”, disse a diretora em entrevista ao Cineweb.
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