Reichenbach quer Barbara Hendricks em seu novo filme
- Por Neusa Barbosa
- 24/11/2010
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Homenageado na abertura do 43º Festival de Cinema de Brasília, nesta terça (23), em que a atração foi a cópia restaurada de seu filme Lilian M. – Relatório Confidencial (1974), o diretor gaúcho-paulista Carlos Reichenbach anunciou seu próximo projeto, que já está começando a decolar: O Anjo Desarticulado, em que ele enfrenta, pela primeira vez em sua carreira, a questão mística.
Explicando, na coletiva de imprensa desta manhã, o espírito da história, que ele vem desenvolvendo há dez anos, Carlão definiu: “Quero fazer um filme sobre o êxtase”. Nada a ver com a onda espírita que vem dominando o cinema brasileiro este ano, como ele faz questão de assinalar. “Não quero fazer um filme protestante, nem católico, nem espírita. É o encontro de Fausto com Deus”, resume.
Para quem quiser procurar pistas do que será este novo longa, elas podem ser procuradas no curta Equilíbrio e graça(2002), em que o cineasta retratou o encontro entre um monge católico e o pai do zen-budismo. O curta, segundo Carlão, “é um esboço” do que O Anjo Articulado deverá ser.
Um dos vencedores do Prêmio Estímulo do Ministério da Cultura para o desenvolvimento de projetos, O Anjo Desarticulado deve ser filmado em cinco cidades do oeste paulista, dentre elas, Dois Córregos, Torrinha, Brotas e Bocaina. É na capela de Bocaina, aliás, que Carlão sonha com uma das grandes cenas deste seu futuro filme – ele quer que a soprano norte-americana Barbara Hendricks (vista em filmes como Aproximação, de Amos Gitai) cante nessa capela. Um sonho que a produtora Sara Silveira promete empenhar-se para realizar.
Ainda não há previsão de início das filmagens, uma vez que ainda deverá ocorrer captação de orçamento (cujo valor ainda não foi estimado). O primeiro passo, segundo Carlão, será justamente, rever as locações.
Incansável apesar de recentes abalos de saúde – depois de superar problemas cardíacos, o cineasta ainda vai encarar em breve uma operação na vista -, Carlão diz: “Se eu pudesse, faria um filme a cada cinco meses. Idéias não me faltam”. Um dos sonhos que ele acalanta é um filme de horror. “Mas há muitas outras ousadias que eu gostaria de experimentar”.
