Dia de fortes filmes latinos e filme-denúncia de Danis Tanovic
- Por Equipe Cineweb
- 28/10/2015
- Tempo de leitura 16 minutos
Walter
Em um momento do longa de estreia de Anna Mastro, um personagem aponta para o fato do protagonista Walter Gary Benjamin (Andrew J. West) ter um típico nome de serial killer. Mas uma parcela do público perceberá uma referência muito mais clara ao pensador alemão Walter Benjamin (1892-1940), cuja discussão sobre a autenticidade e o aspecto único da obra de arte no que descrevia como a “era da reprodutibilidade técnica” faz-se muito pertinente a um filme que reproduz clichês e a estética de filmes indies, mas que encontra na metalinguagem a justificativa para isso.
Walter acompanha a estrita rotina do personagem-título, que incluiu, além de seu emprego como bilheteiro de um cinema e sua vida caseira com a mãe (Virginia Madsen), as obrigações como “filho de Deus”, que inclui julgar o destino final de todos os viventes: Céu ou Inferno. Mas quando vê a enfermeira Allie (Neve Campbell) em seu trabalho, o fantasma Greg (Justin Kirk) aparece querendo ser julgado de qualquer maneira e desencadeando uma série de descobertas do passado de Walter com Jim (Peter Facinelli), que todos consideram ser seu pai, fazendo-o duvidar de suas certezas.
Pesa à obra o fato de não decidir de que maneira tratar seu protagonista, hesitando em colocá-lo como alguém cujo luto não-superado se transformara em um complexo psicológico messiânico – e, quando se aproxima disso, parte para uma resolução simplória, apesar do bom trabalho de William H. Macy como o psiquiatra Dr. Corman. Com a estranheza e os planos gerais de um Embriagado de Amor (2002), a steadycam que marca outros trabalhos de Paul Thomas Anderson e a rápida e verborrágica narração em off de Wes Anderson, Mastro faz uma dramédia extremamente agradável, especialmente quando fala de cinema e na força dele como fuga da realidade ou se debruça no mundo de Walter já em desconstrução, mas ainda sem mostrar sua própria marca e a certeza necessária quanto ao que quer dizer. (Nayara Reynaud)
Indicação: 16 anos
Duração: 88 min
ESPAÇO ITAÚ DE CINEMA - AUGUSTA ANEXO 4 29/10/2015 - 20:00 - Sessão: 643 (Quinta)

Rosita
29/10/2015 - 17:30 - Sessão: 632 (Quinta)

Tigres
29/10/2015 - 13:30 - Sessão: 645 (Quinta)
3/11/2015 - 20:00 - Sessão: 1110 (Terça)
também presente na melhor adaptação cinematográfica do livro, Apocalypse Now, ecoa em vários momentos no colombiano O Abraço da Serpente. Este segundo longa de Ciro Guerra, que assina também o roteiro, inspira-se nos diários do etnologista alemão Theodor Koch-Grünberg e do botânico Richard Evans Schultes, aqui chamados de Theodor (Jan Bijvoet) e Evan (Brionne Davis).
por um xamã nativo, Karamakate (interpretado por Nilbio Torres e Antonio Bolivar, nas duas fases), que é o único sobrevivente de um ataque de invasores que dizimou sua tribo.
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29/10/2015 - 19:30 - Sessão: 677 (Quinta)
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30/10/2015 - 15:45 - Sessão: 722 (Sexta)
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29/10/2015 - 18:15 - Sessão: 637 (Quinta)
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29/10/2015 - 15:45 - Sessão: 651 (Quinta)
29/10/2015 - 17:20 - Sessão: 652 (Quinta)
29/10/2015 - 15:30 - Sessão: 656 (Quinta)
29/10/2015 - 14:00 - Sessão: 640 (Quinta)
Walter
Em um momento do longa de estreia de Anna Mastro, um personagem aponta para o fato do protagonista Walter Gary Benjamin (Andrew J. West) ter um típico nome de serial killer. Mas uma parcela do público perceberá uma referência muito mais clara ao pensador alemão Walter Benjamin (1892-1940), cuja discussão sobre a autenticidade e o aspecto único da obra de arte no que descrevia como a “era da reprodutibilidade técnica” faz-se muito pertinente a um filme que reproduz clichês e a estética de filmes indies, mas que encontra na metalinguagem a justificativa para isso.
Walter acompanha a estrita rotina do personagem-título, que incluiu, além de seu emprego como bilheteiro de um cinema e sua vida caseira com a mãe (Virginia Madsen), as obrigações como “filho de Deus”, que inclui julgar o destino final de todos os viventes: Céu ou Inferno. Mas quando vê a enfermeira Allie (Neve Campbell) em seu trabalho, o fantasma Greg (Justin Kirk) aparece querendo ser julgado de qualquer maneira e desencadeando uma série de descobertas do passado de Walter com Jim (Peter Facinelli), que todos consideram ser seu pai, fazendo-o duvidar de suas certezas.
Pesa à obra o fato de não decidir de que maneira tratar seu protagonista, hesitando em colocá-lo como alguém cujo luto não-superado se transformara em um complexo psicológico messiânico – e, quando se aproxima disso, parte para uma resolução simplória, apesar do bom trabalho de William H. Macy como o psiquiatra Dr. Corman. Com a estranheza e os planos gerais de um Embriagado de Amor (2002), a steadycam que marca outros trabalhos de Paul Thomas Anderson e a rápida e verborrágica narração em off de Wes Anderson, Mastro faz uma dramédia extremamente agradável, especialmente quando fala de cinema e na força dele como fuga da realidade ou se debruça no mundo de Walter já em desconstrução, mas ainda sem mostrar sua própria marca e a certeza necessária quanto ao que quer dizer. (Nayara Reynaud)
Indicação: 16 anos
Duração: 88 min
ESPAÇO ITAÚ DE CINEMA - AUGUSTA ANEXO 4
29/10/2015 - 20:00 - Sessão: 643 (Quinta)
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