05/06/2026

Brasília consagra longa mineiro "Arábia"


Brasília – Exibido por último na competição oficial, o longa mineiro Arábia (foto ao lado), de Affonso Uchoa e João Dumans, foi o grande vencedor da 50ª edição do Festival de Brasília, em que o tema dominante foi a representatividade das vozes sufocadas de minorias raciais, sexuais e econômicas. Constituindo um mergulho sensível na realidade operária do interior mineiro, a partir de Ouro Preto, a produção levou os Candangos de melhor filme, montagem, ator (o magnético Aristides de Sousa), trilha sonora e também o prêmio de melhor longa para o júri da Abraccine (Associação Brasileira dos Críticos de Cinema).


Ficção científica de cunho social, Era uma vez Brasília (foto ao lado), de Adirley Queirós, conquistou os prêmios de melhor direção, som e fotografia (este, para a portuguesa Joana Pimenta, já que o filme é uma coprodução com Portugal). Igualmente lembrada com três Candangos, a produção baiana Café com Canela, de Glenda Nicácio e Ary Rosa, levou para Cachoeira (BA), um novo e dinâmico polo de produção independente, os prêmios de roteiro, atriz (Valdinéia Soriano, do grupo Olodum) e melhor longa para o público, que se encantou com a delicadeza
e o humor de uma história de superação entre pessoas comuns.


Vazante (foto ao lado), de Daniela Thomas (SP), conquistou os troféus de melhor direção de arte e melhor atriz coadjuvante para Jai Baptista, refinada intérprete de uma escrava transformada em objeto sexual pelo patrão, um tropeiro português, no Brasil do século XIX.
Ficaram com um troféu cada um a produção gaúcha Música para quando as luzes se apagam, do estreante Ismael Caneppele, que obteve um Prêmio Especial do Júri para “melhor ator social”, distinguindo a interpretação da transexual Emelyn Fischer; e o terror de época paraibano O Nó do Diabo, dos diretores Ramon Porto Mota, Gabriel Martins, Ian Abé e Jhésus Tribuzi, que recebeu o prêmio de melhor ator coadjuvante para Alexandre Sena.
O documentário Construindo Pontes, de Heloísa Passos (PR), conquistou um troféu paralelo, o prêmio Marco Antônio Guimarães, que distingue anualmente no festival a produção que faça melhor uso do material de arquivo. Dois longas, o carioca Pendular, de Júlia Murat, e o pernambucano Por trás da linha de escudos, de Marcos Pedroso, não receberam premiações.

Abaixo, a lista completa dos prêmios em todas as seções:

PRÊMIOS OFICIAIS – Troféu Candango – Curta-metragem:

Melhor Filme:
Tentei, dirigido por
Laís Melo
Melhor Direção:
Irmãos Carvalho
por
Chico
Melhor Ator:
Marcus Curvelo
por
Mamata
Melhor Atriz:
Patricia Saravy
por
Tentei
Melhor Roteiro:
Ananda Radhika
por
Peripatético
Melhor Fotografia:
Renata Corrêa
por
Tentei
Melhor Direção de Arte:
Pedro Franz
e
Rafael Coutinho
por
Torre
Melhor Trilha Sonora:
Marlon Trindade
por
Nada
Melhor Som:
Gustavo Andrade
por
Chico
Melhor Montagem:
Amanda Devulsky
e
Marcus Curvelo
por
Mamata
Prêmio​ ​especial:
Peripatético, dirigido por
Jéssica Queiroz
Júri Popular – Curta-metragem:
Carneiro de ouro, dirigido por
Dácia Ibiapina

OUTROS PRÊMIOS

Prêmio Canal Brasil:
Chico, dirigido por
Irmãos Carvalho
Prêmio Abraccine
Melhor filme de longa-metragem:
Arábia, dirigido por
Affonso Uchoa
e
João Dumans
Melhor filme de curta-metragem:
Mamata, dirigido por
Marcus Curvelo
Prêmio Saruê:
Afronte, direção de
Marcus Azevedo
e
Bruno Victor
Prêmio Marco Antônio Guimarães:
Construindo pontes, dirigido por
Heloísa Passos
Prêmio CiaRio/Naymar
Para o melhor curta pelo Júri Popular:
Carneiro de ouro, dirigido por
Dácia Ibiapina

MOSTRA BRASÍLIA - 22º Troféu Câmara Legislativa do Distrito Federal

Prêmios do Júri Oficial:
Melhor longa-metragem (R$ 100 mil):
O fantástico Patinho Feio, dirigido por
Denilson Félix
Melhor curta-metragem (R$ 30 mil):
UrSortudo, dirigido por
Januário Jr.
Tekoha – Som da Terra, dirigido por Rodrigo Arajeju e Valdelice Veron
Melhor direção (R$ 12 mil):
Dácia Ibiapina, por
Carneiro de ouro
Melhor ator (R$ 6 mil):
Elder de Paula, por
UrSortudo
Melhor atriz (R$ 6 mil):
Rafaela Machado, por
Menina de barro
Melhor roteiro (R$ 6 mil):
Januário Jr., por
UrSortudo
Melhor fotografia (R$ 6 mil):
Gustavo Serrate, por
A margem do universo
Melhor montagem (R$ 6 mil):
Lucas Araque, por
Afronte
Melhor direção de arte (R$ 6 mil):
Bianca Novais,
Flora Egécia
e
Pato Sardá, por
O Menino Leão e a Menina Coruja
Melhor edição de som (R$ 6 mil):
Maurício Fonteles, por
Tekoha – Som da Terra
Melhor trilha sonora (R$ 6 mil):
Ramiro Galas, por
O vídeo de 6 faces

Prêmios do Júri Popular
Melhor longa-metragem (R$ 40 mil):
Menina de barro, dirigido por Vinícius Machado
Melhor curta-metragem (R$ 10 mil):
O Menino Leão e a Menina Coruja, dirigido por
Renan Montenegro

Prêmio Petrobras de Cinema - Para o melhor longa-metragem pelo Júri Popular da Mostra Brasília:
Menina de barro, dirigido por Vinícius Machado

Prêmio Plug.in
Para o melhor longa-metragem escolhido pelo Júri Popular da Mostra Brasília:
Menina de barro, dirigido por Vinícius Machado

Prêmio ABCV – Associação Brasiliense de Cinema e Vídeo
Marco Curi,
Manfredo Caldas
e
Gerlado Moraes

Prêmio CiaRIO
- Melhor longa-metragem escolhido pelo Júri Popular da Mostra Brasília:
Menina de barro, dirigido por Vinícius Machado

- Melhor curta-metragem escolhido pelo Júri Popular da Mostra Brasília:
O Menino Leão e a Menina Coruja, dirigido por
Renan Montenegro

FESTUNIBRASÍLA – 1º FESTIVAL UNIVERSITÁRIO DE CINEMA DE BRASÍLIA

Melhor Filme:
O arco do medo, dirigido por
Juan Rodrigues
(Universidade Federal do Recôncavo Baiano)
Melhor Direção:
Fervendo, dirigido por
Camila Gregório
(Universidade Federal do Recôncavo Baiano)
Júri Popular:
O Homem que não cabia em Brasília, dirigido por
Gustavo Menezes
(UnB)
Menção Honrosa – Método de construção criativa:
Afronte, dirigido por
Bruno Victor
e
Marcus Azevedo
(UnB)
Menção honrosa – Fotografia:
Gabriela Akashi, por
Serenata
(USP)
Menção Honrosa – Filme de animação:
Mira, dirigido por
Janaína da Veiga
(Unespar)