Sombras do Passado fala exatamente das idas e vindas de um casal que, por diversos motivos, não consegue concretizar o seu amor iniciado na infância, quando eram explorados na mesma fábrica – com cenas dignas de um Oliver Twist. Depois que ele consegue comprar a liberdade da menina, os dois prometem se encontrar quando ele conseguir libertar a si mesmo. Para não se perderem, inventam uma estratégia.
Os anos passam, e quando o rapaz Ravi finalmente está livre, sua amada Masha é agora uma prostituta no distrito da luz vermelha em Calcutá. O destino, como é de costume nos melodramas, se encarregará de unir, separar, reunir, re-separar a dupla ao longo dos anos. Até o final óbvio.
Do seu destino óbvio também não consegue fugir o diretor e roteirista. Diante da Índia e dos indianos, mantém a visão deslumbrada do europeu que fotografa com reverência o exotismo cultural e religioso do país. A romantização da opressão de um povo pobre só colabora para piorar o filme. A trilha sonora grandiloqüente, pegajosa e incessante de Gert Wilden Jr. só dificulta a já penosa experiência de ver esse filme.
