Apesar de rico, o rapaz parece ter consciência social. Por isso, faz trabalhos voluntários em escolas de periferia, o que nem sempre agrada ao pai, o banqueiro Mauro (Antonio Calloni). Depois de uma noitada envolvendo drogas e bebidas, Antonio encontra o pai na porta de casa e os dois discutem e se acusam. O pai acaba assassinado, o que causa um choque no menino.
Não se sabe quem cometeu o crime, mas encontra-se uma pista. Uma acompanhante de Mauro deixou um batom no carro. Antonio acha o celular do pai e começa a contatar a suposta amante. Acaba conhecendo a fotógrafa Carmen (Carolina Ferraz), mulher que irá concretizar a passagem de Antonio para o mundo adulto.
Essa é a trama central do filme, que tem roteiro assinado por Cesario Mello Franco, baseado no seu romance homônimo. Tentando dar mais sustentação à história, existem algumas insinuações de tramas paralelas que nunca se justificam muito ou se concretizam como narrativa.
No colégio, Bernardo tem diversos amigos e amigas, cada um com um problema. Como a garota que vai fazer um aborto, ou uma possível namoradinha que está em dúvida sobre sua sexualidade, além do amigo envolvido com um traficante. São pequenas insinuações que apenas desviam a atenção da trama central, que tem um potencial pouco explorado.
Bernardo transita como um passageiro por sua vida. Em busca de uma certa estabilidade, ele tenta achar uma forma de decifrar os segredos desse mundo de adultos para o qual ainda não está preparado, mas onde terá que fazer uma entrada forçada.
Talvez Tambellini leve muito a sério uma frase dita pela mãe de Bernardo, vivida por Giulia Gam. Para ela “tudo o que é profundo é triste”. Parece que o diretor quis evitar um filme profundo, pois este seria bem triste, mas ainda assim, bem mais interessante.
