04/06/2026
Comédia

Todos Contra Zucker

Depois de ser abandonado pela mãe, Zuckermann deixou de ser judeu. Com o tempo se tornou um jornalista famoso. Agora, afundado no álcool e em dívidas, terá que reatar os laços com seu irmão ortodoxo para receber uma herança.

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Uma das maiores bilheterias internas do cinema alemão em 2005, Todos Contra Zucker é um feito raro no cinema do país, uma comédia. Porém, como muitas vezes acontece no gênero, é complicado viajar além das fronteiras, e as piadas não soam tão engraçadas fora das terras germânicas.

A família de Jaeckie Zucker (Henry Hübchen), nascido Jakob Zuckermann, começou a ter problemas no início dos anos de 1960, quando a mãe o abandona com o filho mais velho e se muda para o lado oriental do Muro de Berlim. Sozinho, o rapaz abandona suas raízes judias, muda de nome e se torna um jornalista famoso.

Porém, os dias de glória são coisas do passado, já que ele afunda em álcool, jogo e dívidas. Uma luz parece surgir no fim do túnel quando sua mãe morre e deixa uma herança. Porém, velhas rixas do passado também emergem, já que uma cláusula do testamento o obriga a se relacionar com o irmão, judeu ortodoxo, para receber a parte que lhe cabe.

O irmão, chamado Samuel (Udo Samel), chega exatamente no dia em que Zucker participa de um torneio de bilhar – no qual é favorito. A família do irmão é um problema à parte. A mulher Golda (Golda Tencer) é obesa e pouco refinada; o filho Joshua (Sebastian Blomberg), um judeu ortodoxo e chato; e a caçula Lilly (Elena Uhlig), ninfomaníaca, que não desiste de seduzir o primo Thomas (Steffen Groth).

O diretor e roteirista Dani Levy aborda uma espécie de divisão da sociedade alemã – como entre o leste e o oeste – e tenta achar a graça que há nisso. Com o povo alemão funcionou – basta ver o sucesso nos cinemas locais. Porém, para o restante do mundo, pode parecer mais uma sitcom mal resolvida.

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