19/07/2026

Uma repórter e seu cinegrafista acompanham uma equipe de bombeiros numa noite que parecia normal. Até que o grupo se encontra num prédio cheio de zumbis e precisa salvar sua vida.

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Sucesso de bilheteria na Espanha, este terror espanhol parte de um conceito que começa a ser usado à exaustão no cinema. A história é contaminada por alguns modismos que assolam o cinema atualmente, como ser contada em ‘tempo real’ sob o ‘ponto de vista’ de algum personagem. A Bruxa de Blair já fez isso há uma década, Cloverfield – Monstro, há alguns meses. Por isso, embora o longa espanhol tenha sido filmado antes, ele chega com sensação de déjà vu.

No centro da trama, está uma repórter meio burra, ou que, pelo menos, não aparenta ter muita massa cinzenta na cabeça, e seu cinegrafista. Ela se chama Ângela Vidal e é interpretada por Manuela Velasco; ele é Pablo, por sua vez interpretado pelo diretor de fotografia do filme, Pablo Rosso, que nunca aparece em frente à câmera, fica o tempo todo fazendo as imagens.

Eles trabalham num programa que desvenda o trabalho de profissionais noturnos, que exercem suas atividades enquanto a maioria das pessoas dorme. No programa da vez, a dupla passará uma noite no quartel de bombeiros, onde são avisados pelos rapazes de que, ao contrário do que muita gente pensa, a profissão não é tão empolgante quanto aparenta – a maioria dos chamados envolve amenidades, com resgatar gatinhos de árvores.

Ao contrário da expectativa, essa noite será agitada, quando o grupo – acompanhado da minúscula equipe de televisão – é chamado para um prédio onde acontecem coisas estranhas. Por “estranho”, entenda-se pessoas transformando-se em zumbis. Assim, segue REC, com um grupo fechado dentro de um prédio de classe média tentando se livrar das criaturas e salvar as suas vidas, depois que as autoridades resolveram isolar o local – ninguém entra, ninguém sai.

Dirigido a quatro mãos por Paco Plaza e Jaume Balagueró, REC bebe na fonte não só de A Bruxa de Blair como dos já clássicos filmes de zumbis de George Romero. A diferença é que aqui os espanhóis removem qualquer conteúdo político – detalhe que elevava os pesadelos do diretor de A Noite dos Mortos-Vivos (68) a outro patamar.

REC não tem maiores intenções do que dar sustos nos atores/personagens e no público. As platéias, aliás, parecem ávidas por esse tipo de produto que aparece e desaparece com a mesma rapidez, sem grandes variações. Por isso mesmo, o sucesso do filme espanhol não passou batido. Já ganhou um remake norte-americano, chamado Quarantine, que deve estrear no Brasil em 2009.

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