05/06/2026
Policial Drama

Os Donos da Noite

Bobby Green (Joaquin Phoenix) é gerente de uma danceteria onde rola o tráfico de drogas. Seu irmão (Mark Wahlberg) e pai (Robert Duvall), que são policiais, querem pegar o chefe dos traficantes, o que dá início a uma caçada aos homens da lei.

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Drama policial dirigido por James Gray, que estreou no cinema com Fuga para Odessa, vencedor do Leão de Prata (melhor direção) no Festival de Veneza de 1994. Em seu segundo filme, Caminho sem Volta, conseguiu emplacar a seleção oficial do Festival de Cannes de 2000, tendo no elenco pela primeira vez a dupla Joaquin Phoenix e Mark Wahlberg.

Gray repete a escalação dupla para contar a história de uma família dividida em torno da lei. Phoenix interpreta Bobby Green, filho pródigo de um clã de policiais, que é gerente de uma danceteria no Brooklyn novaiorquino, pertencente à máfia russa. Há anos, ele vive apartado nesse ambiente, usando inclusive um sobrenome diferente de seus parentes, que se chamam Grusinsky.

Sem saber nada de seu parentesco, o chefão russo, Marat Bujayev (Moni Moshonov), trata Bobby como filho. O sobrinho de Marat, Vadim (Alex Veadov), controla o tráfico de drogas, usando o clube noturno como base de operações. Bobby sabe de tudo, mas finge que não vê, além de ser um usuário eventual.

Bobby está feliz nesta vida, ao lado da namorada Amada Juarez (Eva Green). A tranqüilidade é apenas aparente. Seu pai, Burt (Robert Duvall), e seu irmão, Joseph (Mark Wahlberg), respectivamente, o chefe e o subchefe da polícia de Nova York, querem prender Vadim, cujas atividades acompanham há tempos. Uma operação liderada por eles desencadeia uma caçada implacável aos homens da lei.

Quando Joseph sofre um atentado e é quase morto a tiros, Green entra em crise de consciência. E resolve que é hora de colaborar com a polícia, fazendo uma incrível reversão do personagem. Não só ele se torna agente policial, como aceita correr o risco de continuar infiltrado entre os russos até quando for possível. Não dá para engulir muito esta virada. Muito menos, a visão idealizada da polícia que o filme procura passar. A América reacionária de Bush transpira até na ficção de Hollywood. Isto pode explicar, quem sabe, as vaias que o trabalho recebeu na sessão de imprensa do Festival de Cannes de 2007, onde participou da competição oficial.

Este jogo duplo do protagonista até levanta algumas semelhanças como Os Infiltrados, que deu o Oscar de melhor diretor a Martin Scorsese este ano. Mas Os Donos da Noite perde feio na comparação. Além de uma história com menos adrenalina, o roteiro registra algumas fragilidades. A maior delas, o parentesco de Bobby com o alto escalão policial passar despercebido no coração da máfia russa mediante uma simples troca de sobrenome. Já não se fazem bandidos como antigamente. Ou roteiristas.

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