Ainda vai demorar um pouco para a atriz desvencilhar sua imagem da de sua personagem mais famosa, a solteirona Bridget Jones. E, aqui, não há como não buscar semelhanças, apesar de Lucy ser mais bem sucedida financeira e profissionalmente do que a gorducha inglesa, embora, no terreno amoroso, também sofrer por não ter namorado.
Lucy é uma típica jovem executiva viciada em trabalho que deixou de lado a vida pessoal para priorizar a carreira. O mundo das corporações é apresentado como bem cruel no começo do filme, mas a visão da protagonista irá mudar até o final. O processo começa quando ela é incumbida de reestruturar uma fábrica instalada no meio do nada, em Minnesota.
Por ser nova no pedaço, é muito bem recebida pelos moradores locais, a maioria formada por funcionários da fábrica, cujos empregos estão com os dias contados – mas eles não sabem desse detalhe. A vida da gélida Lucy irá mudar depois de receber muito carinho e muita tapioca, uma especialidade apreciada na comunidade.
Entre os habitantes estão a secretária Blanche (Siobhan Fallon, de Violência Gratuita), que faz de tudo para agradar a nova chefe, e Ted (Harry Connick Jr, de PS: Eu Te Amo), o líder sindical da cidade. Esses dois, aliás, serão os maiores responsáveis pelas mudanças na vida de Lucy.
Blanche, com sua insistência em ser simpática e oferecer pudim de tapioca, quebra o gelo do coração da nova chefe. Já Ted, embora bata de frente com a executiva logo no primeiro encontro, aos poucos perceberá que o amor vale a pena.
Apesar do roteiro de Ken Rance e C. Jay Cox (Doce Lar) optar pelos caminhos mais óbvios e a direção do dinamarquês Jonas Elmer não ser tão inspirada assim, a interação entre a personagem de René e as dos moradores locais garante algum interesse nessa comédia romântica.
