02/07/2026
Fantasia Ação

Eternos

Por muitos séculos, os Eternos protegeram os humanos e a Terra dos Deviantes - que aparentemente haviam sido totalmente derrotados. Quando estranhos terremotos sacodem o mundo, eles percebem que a ameaça voltou. Ajak começa a convocar os Eternos para a nova missão.

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Chloe Zhao dá a guinada mais espetacular de sua carreira, ao passar de filmes sutis e intimistas, como Songs my Brothers Taught Me, Domando o Destino e Nomadland, este o grande vencedor do último Oscar, para abraçar esta superprodução baseada em quadrinhos Marvel e clima futurista, recheada de efeitos especiais. 
 
Ela encara o desafio procurando inserir um toque pessoal ao retratar a saga dos Eternos, semideuses dotados de alguns poderes que, há séculos, tentam proteger o planeta e seus humanos da ação dos Deviantes, monstros dotados de alta capacidade de destruição. Mesmo interferindo pontualmente para proteger a humanidade, porém, os Eternos não podem tudo. São proibidos de impedir as inúmeras guerras que sacudiram o planeta.
 
Depois de um longuíssimo período em que os Deviantes parecem ter sido varridos da Terra, os Eternos vivem cada um em seu canto do mundo, como se fossem pessoas normais. Em Londres estão Sersi (Gemma Chan) e a garota Sprite (Julia McHugh) - esta última, sofrendo a frustração de ter sido eternizada no corpo de uma adolescente de 13 anos. 
Por conta dessa trégua em sua missão, Sersi acabou envolvendo-se com um humano, Dane Whitman (Kit Harington). Apaixonado, ele insiste que ela vá morar com ele, mas ela recusa sempre, sem poder contar a verdade sobre sua identidade e a de Sprite. 
 
Mas é justamente em Londres que aparecem sinais de que os Deviantes estão de volta e que esta ameaça fará o time dos Eternos ter que reunir-se novamente, convocado por sua líder, Ajak (Salma Hayek). Eles são Ikaris (Richard Madden), Thena (Angelina Jolie), Gilgamesh (Ma dong-seok), Kingo (Kumail Kangiani), Phastos (Brian Tyree Henry), Druig (Barry Keoghan) e Makkari (Lauren Ridloff). 
 
Cada um deles possui um poder e suas interações - e uma eventual traição - colocam em funcionamento uma trama movimentada, roteirizada pela própria Chloe Zhao, ao lado de Patrick Burleigh, Ryan Firpo e Kaz Firpo. Apesar de se tratar de um material bastante distinto de toda a obra anterior da diretora, é visível o que a motivou a engajar-se no projeto. Estes herois, muito diversos, étnica e sexualmente inclusive, têm questões éticas, morais e complexidade suficientes para diferenciar-se de outros super-herois de quadrinhos, submetidos que estão à ordem um tanto vampira de um universo onde uma energia deve necessariamente alimentar-se de outra.
 
Em três horas de filme, Zhao permite que seus herois se apresentem, colaborem, entrem em conflito, formem novas relações e vivam, inclusive, momentos de paixão e humor. Não é pouca coisa numa superprodução em que os efeitos especiais terão sempre um peso muito grande. E claro que vem sequência por aí - aguarde até o final dos créditos.
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