18/07/2026
Ação

Adão Negro

Despertado de um sono de 5 mil anos, Teth Adam volta ao seu mundo, encontrando uma cidade dominada pela Intergangue e sendo instado a tornar-se o protetor do lugar por Adrianna, líder da rebelião. Contra esse homem poderoso e violento, no entanto, insurge-se a Sociedade da Justiça.

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E eis que Dwayne Johnson/The Rock volta à ativa, encarnando um anti-herói fortão de paciência curta, sempre mais disposto a usar sua força e incríveis poderes do que a negociar. Ele é Teth Adam, protagonista de Adão Negro, a aventura dirigida pelo cineasta espanhol Jaume Collet-Serra (A Órfã) que exala uma certa poeira dos séculos nesta história resgatada do fundo do baú da DC Comics.
 
Um dos super-vilões da DC, Teth aqui embarca numa trajetória que permite uma certa nuance, já que ele, despertado do sono de 5.000 anos que dormia em sua tumba, chega numa boa hora a sua nação, Kahndaq. Atormentados pelo domínio da Intergangue, os habitantes vêem com bons olhos a chegada de um protetor capaz de usar a sua incrível força e resistência em proveito deles. Este processo, no entanto, não é automático. Teth não está habituado a proteger ninguém, mas a verdade é que o faz naturalmente quando é invocado em sua tumba por Adrianna (Sarah Shahi), uma espécie de líder rebelde local, que entrara na caverna para apoderar-se da Sadac, a coroa maligna, que ali estava escondida e em risco de cair em mãos erradas.
 
Transformando Adrianna e seu filho, Amon (Bodhi Sabongui), numa espécie de família substituta do anti-herói, o enredo dá mais trabalho para ele, ao ter que enfrentar a turma da Sociedade da Justiça, que vê com suspeita a violência do novato, sempre disposto a fazer voar seus opositores pelos ares. Convocados por Amanda Waller (Viola Davis), chegam a Kahndaq com a missão de capturar Teth o Gavião Negro (Aldis Hodge), Ciclone (Quintessa Swindell), Esmaga-átomo (Noah Centineo) e o sr. Destino (Pierce Brosnan). Isso é apenas um pretexto para um filme que esbanja efeitos visuais - nada brilhantes, aliás - para compor as inúmeras lutas, deixando entrever a vocação da história para os videogames e derivados que vêm por aí. 
 
Se parte do espírito do protagonista é, sem dúvida, assumir uma natureza mais heroica, isto é um pouco difícil dadas as visíveis limitações interpretativas do simpático The Rock - que aqui não transpira muito humor, o que costuma ajudá-lo em outras histórias (como Jungle Cruise). Num cenário em que todos os personagens são mesmo unilaterais, o que se dá melhor é mesmo o veterano Pierce Brosnan, a quem cabe mostrar algumas nuances a mais num filme que, evidentemente, quer apenas ser uma diversão escapista - mas com ambição de sequência, apontada pela cena extra encaixada entre os créditos finais. Não saia antes disso, senão perde a surpresa.
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