05/06/2026

Conhecida atriz de cinema e televisão Ludmila Dayer foi diagnosticada com síndrome do pânico, e, a partir desse momento, buscou diversas possibilidades de terapia para aprender a lidar com isso. O filme resgata sua jornada, com entrevista dos diversos profissionais com quem se tratou.

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O título já deixa bem claro: Eu é um documentário feito por e sobre Ludmila Dayer, mas, ao contrário do que alguns possam pensar, não é um filme ególatra sobre uma atriz que começou na carreira como a menininha de Carlota Joaquina, A princesa do Brasil. Em seu primeiro longa como diretora, ela aborda o complexo processo em que teve de aprender a lidar com a síndrome do pânico.
 
É, ao mesmo tempo, um filme sobre seu processo de compreensão do que estava acontecendo e de como lidar com tudo isso, que pode servir de exemplo, e até estímulo, para outras pessoas que passam por isso, ou outras condições emocionais, procurarem ajuda. Como ela bem mostra, é possível conviver com tudo isso e superar o sofrimento.
 
Em cena, além da atriz Fernanda Souza, os profissionais que ajudaram Dayer: o astrólogo Waldemar Falcão, a médica Sandra Regina, o neurocientista Diogo Lara, a psiquiatra Eleanor Luzes e a xamã Max Tóvar. São escolhas muito pessoais, num documentário cujo objetivo não é exatamente discutir os prós e contras de áreas polêmicas como constelação familiar, mencionado sutilmente no longa, mas de mostrar como cada um desses profissionais ajudou a diretora.
 
Nesse sentido, o documentário gera algum incômodo, ao abordar apenas a eficiência das terapias, sem entrar em questões mais espinhosas – usar como epígrafe uma frase de Bert Hellinger, criador da constelação, familiar talvez fosse desnecessário, levando o filme a um lugar que não merecia, na verdade. Mas, novamente, é um documentário altamente pessoal sobre um processo que funcionou para Dayer. No fundo, seu grande mérito é despertar nas pessoas a importância de procurar ajuda.
 
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