18/07/2026
Comédia

Amores à Parte

Carey e Ashley estão casados há pouco tempo, mas ela quer se separar. Nessa mesma ocasião, ele descobre que seu melhor amigo vive um casamento aberto. Isso lhe desperta o desejo pela mulher do amigo, o que transforma radicalmente a vida de todos eles.

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Amores à Parte é uma comédia física e também verbal, que observa as novas dinâmicas de relacionamento amorosos contemporâneos sem realmente compreendê-las muito bem, pois, como para boa parte das pessoas, tudo é ainda um tanto nebuloso. A graça do filme dirigido por Michael Angelo Covino está exatamente nas confusões e mal-entendidos que resultam de coisas tipicamente do nosso tempo, como casamentos abertos. 

Covino e Kyle Marvin são dois parceiros de longa data que fazem filmes junto. Aqui, assinam o roteiro e interpretam os principais personagens masculinos. Carey (Marvin) é casado com Ashley (Adria Arjona), que, numa viagem de carro rumo à casa de Paul (Covino) e Julie (Dakota Johnson), passam por um momento de extrema sinceridade, e ela conta que quer acabar o casamento. Sem coragem de ouvir tudo, ele sai correndo e larga a mulher no carro sozinha.

Na casa dos amigos, as surpresas não param: Paul e Julie contam que vivem um casamento aberto, levando Carey a se interessar pela amiga e passarem a noite juntos. O episódio desencadeia uma longa briga violenta entre os dois homens. Estes são apenas os primeiros minutos dessa comédia, que toma caminhos cada vez mais inesperados. 

Por ser escrita por dois homens, não é surpresa que assuma o ponto de vista masculino, trazendo à tona fantasias tipicamente masculinas: como ficar com a mulher do amigo ou esperar que a ex-mulher implore para voltar para o marido. Ainda assim, o filme não poupa de críticas os homens infantilizados, incapazes de observar para além do próprio umbigo – ou do pênis, que seja. 

Muito das qualidades decorrem da presença do quarteto. Marvin e Covino parecem desconhecer limites, assim, cenas como a da briga entre os dois homens, ainda no começo, destroem a casa toda – sem falar de os destruir física e emocionalmente. As atrizes também estão muito bem como as mulheres que são mais inteligentes do que os personagens masculinos, mas isso também não as impede de cair em armadilhas que, muitas vezes, elas mesmas constroem. 

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