02/07/2026
Drama

Sirât

Luis e o filho caçula, Esteban, viajam ao Marrocos em busca da filha mais velha, desaparecida supostamente numa das raves que se realizam no país. Eles terminam acompanhando um grupo de ravers pelas estradas e pelo deserto, em busca da moça. Mas, a cada etapa da viagem, os perigos aumentam. No Telecine.

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Vencedor do prêmio do júri no Festival de Cannes 2025, Sirât toma seu título do nome da ponte que separa o inferno do paraíso na tradição islâmica. O diretor franco-espanhol Oliver Laxe, mergulha nos desertos do Marrocos para retratar um grupo de personagens à deriva num mundo não menos perdido.

A viagem começa com Luis (Sergi López), um espanhol à procura da filha, que desapareceu há meses, supostamente vinda para uma dessas raves no deserto para onde acorrem pessoas de todos os lugares.

Em busca dessa filha perdida, Luis e seu filho caçula, Esteban (Bruno Núñez), embarcam numa jornada perigosa, acompanhando um grupo de nômades desgarrados, que se dirigem a uma outra dessas raves, no sul do país - no contexto da erupção de mais uma guerra.

Nesse road movie, a paisagem evidentemente é personagem determinante de uma trajetória em que a imensidão desse deserto árido e desvalido vai se impondo cada vez mais sobre o próprio destino dos personagens. Lutando contra a escassez de gasolina e alimentos e desviando-se dos pelotões do exército, o grupo se embrenha por estreitas e cada vez mais arriscadas estradas nas altas montanhas.

Nesse contexto, suas escolhas vão-se esgarçando, numa narrativa cada vez mais niilista, que parece ambicionar alguma espiritualidade e até um discurso sobre o estado de coisas no mundo - mas não é exatamente bem-sucedida. Diretor conhecido por O Que Arde, premiado na seção Un Certain Regard 2019, e Mimosas (2016), Laxe perde o foco nesse relato ralo e episódico, quase como seus personagens. O veterano ator Sergi López é, certamente, a principal razão para o filme ter sido produzido, tendo por trás os irmãos Pedro e Agustín Almodóvar.

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