14/06/2026
Ficção científica

Devoradores de Estrelas

Ryland Grace é um professor de ciências que, por acaso, acorda numa nave espacial. Sem saber como foi parar ali, descobre que sua missão é fundamental para salvar a vida na Terra. E encontra um aliado inesperado num alienígena. Nos cinemas.

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Devoradores de Estrelas não é bem uma ficção científica hardcore, pelo contrário, embora jogue aqui e ali alguns diálogos metidos a científicos para justificar um lugar no gênero. Baseado no livro homônimo de Andy Weir (mesmo autor do romance que deu origem a Perdido em Marte), o longa traz Ryan Gosling como um professor de ciências que, por razões inacreditáveis, acorda numa nave espacial depois de hibernar por anos.

O ator de Barbie interpreta Ryland Grace, um professor bem humorado, adorado por seus alunos por causa de seus métodos pouco ortodoxos. A presença dele na sala de aula serve bem para explicar ao público alguns conceitos como se fôssemos crianças. Sua tese de doutorado, no entanto, chama a atenção da Nasa, e ele é procurado por Eva Stratt (Sandra Hüller), que está organizando uma equipe multidisciplinar para estudar os “devoradores de estrelas”, micróbios que estão consumindo diversas estrelas, inclusive o Sol, o que acabará com a vida na Terra.

Flashbacks dão conta dessa história e de como Grace foi parar no espaço, a anos luz de distância da Terra, numa nave onde os dois outros membros da tripulação foram mortos. Muitas coisas não fazem o menor sentido, especialmente como o protagonista acaba na missão – um abuso disfarçado de comédia – mas nada nos prepara para o alienígena em forma de aranha com as partes do corpo feito de pedras que Grace encontra no espaço, e ao qual dá o nome de Rocky. 

Um pastiche de diversos filmes do gênero (2001 - Uma Odisseia no Espaço, Contatos Imediatos de 3º Grau, Perdido em Marte etc),  Devoradores de Estrelas é dirigido por Phil Lord e Christopher Miller, que vêm da comédia. Por isso, insistem nos lances cômicos, alguns fora de lugar, que tentam agradar ao público o tempo todo, com um humor beirando o ingênuo e uma criatura fofinha.

As duas horas e meia nunca são justificadas, especialmente quando, na reta final, tudo parece muito apressado - a série de reviravoltas ou a incapacidade dos diretores de desapegar do filme chegam a irritar. O que sobra é Gosling confirmando aquilo que apontou com o Ken, em Barbie, que ele pode ser um ator de comédias, sim. 

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