11/06/2026
Comédia Drama

Amor Apocalipse

Adam acha que o mundo está acabando, e só ele se preocupa com isso. Consumido por essa ansiedade, ele busca ajuda, mas acidentalmente conhece Tina, e os dois se entendem logo de cara.

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A cada dia o apocalipse parece menos uma possibilidade e mais uma saída. A comédia bilíngue Amor Apocalispe, da canadense Anne Émond, vale-se dessa ideia colocando como protagonista um homem sensível e preocupado com o estado do planeta. Adam (Patrick Hivon) mora em uma pequena cidade nos arredores de Montreal, trabalha num canil e leva uma vida simples, o que, para ele, está ótimo. 

Mas ele também se preocupa com o estado do planeta, algo que seu pai, Eugène (Gilles Renaud), por exemplo, não tem em mente. Talvez seus maiores companheiros nessa crise existencial e de existência na Terra sejam os cachorros dos quais cuida. Mas chega um momento em que nem a terapia, nem os animais, são suficientes, e ele conhece, de forma inesperada e inusitada, Tina (Piper Perabo).

Se, num primeiro momento, duvidamos que essa mulher exista, logo a conhecemos e vemos que é real. E o filme, também escrito por Émond, se deixa levar então pela solidez, as coisas se vendem aqui pelo preço que são. No entanto, falta um pouco mais de nuances, que trariam mais cores ao filme.

Há elementos mal resolvidos – como a família de Tina –, mas a diretora se sai muito bem com as questões mais existenciais do protagonista diante da chance do mundo estar acabando. Propositalmente, não dá para saber em que momento a trama se passa. A ausência de bugigangas tecnológicas à vista leva a crer que é num passado recente, mas os excessos de consumismo e destruição da natureza são algo perene na história da humanidade. 

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