18/06/2026

Bonnie é uma garota solitária e que ainda adora seus brinquedos, como a caubói Jessie, seu cavalinho e outros. No entanto, ela está solitária porque a maioria das outras crianças já adotou um tablet infantil, Lilypad. Quando ela ganha um de seus pais, ela passa a pertencer a um grupo de meninas. Mas seus briquedos não estão dispostos a serem abandonados tão fácil assim. Nos cinemas.

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Mais difícil do que os brinquedos desta franquia darem adeus aos seus donos é a Pixar/Disney despedir-se desta longeva franquia. Pudera, com os bilhões de dólares arrecadados nestes 30 anos. Não é mesmo fácil abrir mão de um produto cultural tão bem-aceito, que sedimentou o próprio sucesso do estúdio Pixar com a inovação da tecnologia 3D somando-se ao sabor nostálgico da história original.

De todo modo, Andrew Stanton - roteirista de todos os cinco capítulos da cinessérie - e McKenna Harris dão o seu melhor neste Toy Story 5, que conta também com a tentativa de seduzir uma nova geração de espectadores mirins, apostando nas memórias felizes de seus pais, que cresceram assistindo a seus diversos exemplares. Uma jogada esperta, que pisca um olho também a um tema bem atual: a sedução das crianças pelas telas de computadores, tablets e celulares.

Este é o mote central do roteiro, assinado pelos diretores Stanton e Harris, decolando a partir da solidão da menina Bonnie, que começa a ser rompida quando ela ganha um tablet infantil, o Lilypad. A garota, que até então só brincava com a caubói Jessie, seu cavalinho, Cabeça de Batata, Garfinho e outros da velha turma de brinquedos, mas era solitária, passa a comunicar-se com um grupo de garotas que têm o mesmo tablet. Esse pertencimento, tão essencial a Bonnie, é, no entanto, inimigo certeiro dos brinquedos - que vêem pela janela de sua casa a multidão de crianças vizinhas, todas hipnotizadas pelas telinhas luminosas que decretam o seu fim. 

Enquanto Jessie lidera a reação - e ela é, indiscutivelmente, a protagonista desta história, inclusive com uma trama romântica envolvendo o bom e velho astronauta Buzz Lightyear -, um grupo de Buzzes high tech, abandonados numa ilhota, se religam e partem em busca de outras aventuras, já que são capazes de voar. Esses astronautas voadores formam uma trama paralela que vai ligar-se à jornada de Jessie e seu cavalinho, apartados de Bonnie por acidente e encontrando um lar temporário com outra menina adepta de brinquedos, Blaze. A missão de Jessie será, portanto, dar um jeito de colocar Blaze e Bonnie em contato, para que a amizade e a imaginação, alimentadas pelo uso dos brinquedos, possam fluir.

Contando com sua habitual performance técnica, o filme mantém a tensão, o humor e uma pitada de romance, não esquecendo de incorporar um Woody que já ostenta uma pequena calva no alto da cabeça. O tempo passa também para os brinquedos, mas a vontade deles de se reinventar parece tão interminável quanto a disposição do estúdio de extrair novas histórias deste enredo tão bem-sucedido.

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