23/09/2026

The Fox sisters

Maggie, Kate e Leha acreditam que os barulhos que ovem em sua casa são causados por espíritos, e acabam se tornando famosas ao dizer que são capazes de se comunicar com os mortos.

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O cineasta brasileiro Wagner de Assis continua a expandir seu Universo Cinematográfico Espírita, e depois de passagens pelo Brasil (Ninguém é de ninguém), Além (franquia Nosso Lar, cuja terceira parte estreia no ano que vem) e França (Kardec), ele volta sua câmera para os espíritos nos Estados Unidos, trazendo a história das famosas irmãs Fox (não fica claro por qual motivo o título não foi traduzido no Brasil), médiuns pioneiras em seu país que também se envolveram em polêmicas de fraudes, mas essa parte o longa ignora. 

No vilarejo Hydesville, Nova York, em 1848, as irmãs Maggie e Kate Fox, ouvem batidas nas paredes da casa onde vivem. Seriam espíritos zombeteiros se manifestando? Elas acreditam que sim, e veem na manifestação uma maneira de se comunicar com os mortos. 

A irmã mais velha, Leah (Jamie Hughes), se envolve com isso, e percebe o potencial desse acontecimento, transformando-o em eventos públicos, chamando a atenção da população que se assusta e se encanta com a possibilidade de se comunicar com seus mortos. O longa segue a trajetória do trio – as mais velhas passam a ser interpretadas por Sionne Elise e Marie McHugh – por alguns anos, quando o dom da comunicação se torna, para usar uma palavra da moda atual, performativo.

Assis, faz do filme uma espécie de Adoráveis Mulheres com fantasmas, tentando ser fofo e nostálgico, mas, também, como acontece em seu cinema evita qualquer conflito, faz um filme proselitista para agradar aos devotos da religião e tentar ganhar mais alguns novos adeptos. Anos mais tarde, no entanto, Margaret confessou publicamente a fraude que promoveram, pois os sons eram feitos por elas mesmos. O longa, porém, se compra – ou se vende, que seja – pelo preço delas, e toma tudo como real. Mas esse talvez seja o menor dos problemas aqui. 

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