Segundo Renata de Almeida, diretora da Mostra, foram cerca de 120 filmes de novos diretores. “Os finalistas têm bem a cara do Festival, abrangendo filmes de diversos gêneros e estilos, e de vários países do mundo”, analisa.
O júri internacional conta com a presença da atriz e diretora brasileira Florinda Bolkan, que mora na Itália, onde trabalhou em filmes como “Investigação Sobre um Cidadão Acima de Qualquer Suspeita”, que integra a seção “Cinema Político dos Anos 60 e 70”, da Mostra. Na coletiva de apresentação do júri, ela disse que o fato de ser a única mulher entre os sete jurados ajudará a trazer uma visão mais sensível à premiação.
O júri também é composto pelo diretor iraniano Bahman Gohbadi (“Tartarugas Podem Voar”); o produtor mexicano Jorge Sánchez (“Ninguém Escreve ao Coronel”); o espanhol Jose Maria Prado, diretor da Filmoteca da Espanha; o cineasta alemão Wolfgang Becker (“Adeus Lênin”), e pelos brasileiros Contardo Caligaris, psicanalista e articulista da “Folha”, e o diretor de fotografia Lauro Escorel (“Jogo Subterrâneo”).
O filme vencedor será anunciado no próximo dia 2, durante a cerimônia de encerramento da 30a Mostra, que acontece no Auditório Ibirapuera. Veja abaixo a lista dos selecionados pelo público:
A Batalha de Paris (Nuit Noire), França, de Alain Tasma
Amu, Estados Unidos/Índia, de Shonali Bose
Anche Libero Va Bene, Itália, de Kim Rossi Stuart
Coisas que o Sol Esconde (Hadvarim Shemehahorei Hashemesh), Israel, de Yuval Shafferman
Go Etxebeste! (Aupa Etxebeste!), Espanha, de Asier Altuna e Telmo Esnal
Minha Vida sem Minhas Mães (Äideistä Parhain), Finlândia, de Klaus Härö
Noel – Poeta da Vila, Brasil, de Ricardo van Steen
O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, Brasil, de Cao Hamburger
O Cheiro do Ralo, Brasil, de Heitor Dhalia
O Edifício Yacoubian (Imaret Yacoubian), Egito, de Marwan Hamed
O Violino (El Violin), México, de Francisco Vargas
Os 12 Trabalhos, Brasil, de Ricardo Elias
Qué Tan Lejos, Equador, de Tania Hermida
Shortbus, Estados Unidos, John Cameron Mitchell
