Ao longo do texto, Allen recorda de algumas conversas que teve com Bergman, e diz que o grande cineasta contava que não queria morrer num dia ensolarado, e que também pouco se importava com a resposta aos seus filmes. “Alegrava-o quando era apreciado, mas me disse uma vez, ‘se eles não gostam de um filme que fiz, me incomoda – por trinta segundos’”.
“Seu trabalho sonda as mais profundas preocupações humanas”, explica Allen, ‘geralmente levando ao celulóide poemas profundos. Mortalidade, amor, silêncio de Deus, as dificuldades das relações humanas, a agonia da dúvida religiosa, casamento fracassado, a inabilidade de uma pessoa comunicar com outra”.
No texto, o diretor ainda lembra que encontra com Bergman era ‘entrar num templo criativo de um gênio formidável e criativo’. Contando que foi constantemente perguntado sobre a influência da obra do sueco em seus filmes, Allen responde categórico: “Ele não podia ter me influenciado, ele era um gênio, e eu não. Genialidade não pode ser ensinada ou transferida num passe de mágica”.
