Procurando contemplar a produção nacional em diferentes épocas, este novo pacote da Programadora Brasil reúne 15 longas-metragens filmados desde a década de 60 até 2005. Porto das Caixas, de Paulo César Saraceni; São Paulo S/A, de Luis Sérgio Person; O homem que virou suco,, de João Batista de Andrade; Tudo bem, de Arnaldo Jabor; Sargento Getúlio, de Hermano Penna; Bang-Bang, de Andrea Tonacci; Cronicamente inviável, de Sérgio Bianchi; Macunaíma, de Joaquim Pedro de Andrade; e Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha; são exemplos de títulos de diferentes fases do cinema nacional.
Entre os 22 curtas desta nova remessa, estão clássicos como e A velha a fiar, de Humberto Mauro; comédias contemporâneas como Dovè Meneghetti?, de Beto Brant; e crônicas do próprio cinema, como Cine Holiúdy - o astista contra o caba do mal, de Halder Gomes; e Como se morre no cinema, de Luelane Loiola; além do premiado Ilha das flores, de Jorge Furtado. Já os médias somam 16 títulos, incluindo Aruanda, de Linduarte Noronha; e Ô Xente Pois Não, de Joaquim Assis.
Com o lançamento deste segundo pacote do o catálogo do projeto chega aos 179 títulos. São filmes históricos e contemporâneos, curtas, médias e longa-metragens de todos os gêneros (animação, documentário e ficção), cobrindo nove décadas da produção nacional. Os títulos foram selecionados sob o critério da regionalização e com foco em diversas faixas etárias. Os DVDs estarão disponíveis para os pontos de exibição a partir de novembro.
A Programadora Brasil começou a ser desenvolvida em maio de 2006. Em fevereiro de 2007, foram lançados 126 títulos, organizados em 38 programas disponibilizados em DVDs. Nesse momento, teve início o trabalho de associação de pontos de exibição de circuitos não-comerciais, como escolas, universidades, cineclubes, pontos de cultura e centros culturais.
Em sete meses, conta com mais de 360 pontos associados, espalhados em 224 municípios, em todos os 27 estados brasileiros. São unidades que estão construindo seus acervos locais e contribuindo para o enriquecimento cultural do seu público. Através da Programadora Brasil, esses núcleos começam a contar com filmes de difícil acesso.
Realizada por meio da Cinemateca Brasileira e do Centro Técnico Audiovisual (CTAv), a Programadora Brasil tem como objetivo promover o encontro do público com o cinema brasileiro, formando platéias e estimulando o pensamento crítico em torno da produção nacional, além de apoiar a formação de uma rede não-comercial de exibição.
