“Eu nunca achei que fosse uma boa data para a primeira exibição na Rússia. Concordamos que não queremos o lançamento nesse dia pois iria desviar as discussões para questões políticas e não sobre o impacto causado pelo filme”, explicou o cineasta polonês, autor de Cinzas e Diamantes e O Homem de Ferro.
O pai do diretor está entre as vítimas do massacre da floresta de Smolensk em abril de 1940. Apesar da proximidade com o tema, o cineasta disse que não quis fazer um manifesto pessoal, e manteve distância emocional ao longo da produção. “Meu objetivo era contar a história de outras pessoas. Eu não queria ficar emocionado e deixar o público indiferente. Procurei me concentrar no público e no que eles querem ver, ao invés da minha experiência e sentimentos”, explicou à revista.
O longa participa do Festival de Berlim fora de competição, e foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro.
