Restaurado com tecnologia 4K (4 mil linhas de resolução) pelo Laboratório Prestech, de Londres, a partir de um internegativo com legendas em francês, o filme, de 1969, teve seus negativos destruídos em 25 de junho de 1973 em um incêndio no laboratório C.G.T., na França. Dia 25 de abril entra em circuito nos cinemas de São Paulo e do Rio de Janeiro. O Tempo Glauber e a restauração da obra do cineasta são patrocinados pela Petrobras.
O filme conquistou os seguintes prêmios: Melhor Direção, Prêmio da FIPRESCI; Prêmio Luis Buñuel; Prêmio da Confederação Internacional de Cinema de Arte e Ensaio - XXI Festival de Cannes/1969; Primeiro Prêmio - Festival de Cinema de Plovaine, Bélgica; Troféu Coruja de Ouro - Prêmio Adicional de Qualidade - INC/1969, Brasil; Prêmio do Público - Semana Internacional de Cinema de Autor em Banalmadena, Espanha/1969.
A Associação dos Amigos do Tempo Glauber, em parceria com a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, promove a exposição multimídia “Glauber, Uma Revolução Baiana”, de 12 a 24 de março no Teatro Castro Alves. Através dela, o público terá oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a sua vida e a obra.
A exposição, montada no foyer do teatro, tem cerca de 100 metros quadrados em painéis contendo fotografias, cartazes, manuscritos e textos que recriam a trajetória do artista desde o seu nascimento. Cinco TVs de plasmas exibirão curtas-metragens, documentários especialmente produzidos, a partir de trechos de entrevistas de Glauber e depoimentos das equipes e do elenco de seus filmes, além do lendário programa Abertura, exibido na extinta TV Tupi. Totens darão acesso ao conteúdo “off-line” do portal www.tempoglauber.com.br e do banco de dados do acervo do Tempo Glauber com cerca de 10 mil documentos.
Além disso, haverá debates e a mostra “Cinema da Terra” com exibição de oito filmes em tela grande – sendo cinco do cineasta - na SALA DE ARTE/MAM. Dentre os destaques serão exibidos pela primeira vez no Brasil, além de O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro (1969), está Barravento (1960) e, em Salvador, os documentários Anabazys de Paloma Rocha e Joel Pizzini e Diário de Sintra, de Paula Gaitán.
