A maior repercussão dos primeiros dias de festival foi para os filmes apresentados na Mostra Competitiva. Composta por 22 filmes selecionados para a competição - cinco longas, nove médias, seis curtas e duas séries televisivas - a mostra reúne obras de todo o mundo, em uma seleção que envolveu 42 países.
Na noite de terça –feira (10), os destaques foram as exibições do Antárdita (Brasil), de André Constantin, e a série de televisão dinamarquesa Late Sessions for Early Warnings, de Jacob Gottschau.
Intrigante, a produção televisiva de Gottschau alerta para o fato de que embora o consumo de cigarro tenha caído em países desenvolvidos, continua a crescer no resto do mundo. A pobreza e a falta de escolaridade explicariam o aumento nos países em desenvolvimento.
Já na quarta-feira (11), os participantes se reuniram para assistir ao sombrio Um Bruto Despertar (A Crude Awakening), de Basil Gelpke e Ray McCormack. A obra critica duramente as políticas bélicas norte-americanas, motivadas por décadas de dependência crônica do petróleo. Nesse contexto, mantêm guerras e conflitos ao redor do mundo nas áreas de produção do combustível.
Os Campos de Deméter, do norueguês Knut Krzwinski, foi o mais comentado da noite de quinta (12). Tendo como referência a deusa grega Deméter, que deu a agricultura à humanidade, o filme mostra uma série de paisagens européias e a relação do homem com a terra. Como não há qualquer identificação das regiões mostradas na projeção, resta ao espectador ir além do presente e do pontual.
Mostra Cacá Diegues
Um dos pontos altos do festival é exibição de quatro filmes do cineasta Cacá Diegues (foto) -- O Maior Amor do Mundo (2006), Deus é Brasileiro (2003), Orfeu (1999) e Quilombo (1984).
Na noite de abertura, o cineasta foi um dos homenageados, juntamente os diretores João Batista de Andrade (de Vlado - 30 Anos Depois) e Vladimir Carvalho (de O Engenho de Zé Lins), recebendo, cada um deles, o troféu do Fica.
