“Eu acredito que este é um bom filme e honra o espírito alemão”, disse Kniebe em entrevista concedida por e-mail ao Cineweb. "Mas algumas coisas na tela estão erradas e certos episódios ficaram de fora, como o de um oficial homem-bomba que esperava por Hitler para matá-lo.”
Para escrever seu livro, o jornalista pesquisou durante quase um ano todo o material disponível sobre os eventos de 20 de julho de 1944, quando um grupo de oficiais do exército alemão tentou matar Hitler. “Fui aos lugares históricos e entrevistei as últimas testemunhas que ainda estão vivas. Sempre me fascinou a ideia de mudar a história com o assassinato de Hitler”, explica.
Kniebe acredita que, se o plano tivesse dado certo e o ditador nazista morrido, milhares de vidas teriam sido poupadas. “A Alemanha teria se rendido. Um número maior de pessoas morreu nos últimos meses da Segunda Guerra do que nos cinco anos anteriores. Por outro lado, os alemães poderiam ter criado uma lenda perigosa: com Hitler vivo, eles talvez tivessem vencido a guerra”, analisa. Para ele, “o suicídio vergonhoso do ditador mostrou a sua loucura”.
Além de escritor, Kniebe é crítico de cinema e acredita que, embora já tenham sido feitos inúmeros filmes sobre a Segunda Guerra e a Alemanha nazista, ainda existem boas histórias para serem contadas. Para ele, o que ainda fascina o público é o fato de que, naquela época, “as pessoas precisaram tomar decisões difíceis; foram tempos de resistência e luta, coisas que raramente se encontram hoje em dia’.
