Entre esses momentos, não faltam menções à famosa invasão de estimados 80.000 corintianos ao Rio, em 1976, a quebra do jejum de títulos paulistas, depois de 23 anos, em 1977, e o dramático rebaixamento à série B do Campeonato Brasileiro em 2007.
Na coletiva do filme, a diretora Andréa Pasquini (de Os Melhores Anos de Nossas Vidas) contou ter recolhido 3.000 depoimentos, escolhendo aqueles que se diferenciavam do ponto de vista afetivo mais forte. Como resultado desse acúmulo, o primeiro corte do filme tinha nada menos de 8 horas.
Para a diretora, um aspecto que chama a atenção é como tanto as vitórias como as derrotas são descritas com orgulho pelos torcedores. Para o apresentador Serginho Groisman, um dos roteiristas do filme, esse falar sem medo do sofrimento é, aliás, o que diferencia esta torcida, permitindo ao filme “fugir de um registro de exaltação pura”.
Para o escritor Marcelo Rubens Paiva, o outro roteirista, a ideia de um filme jornalístico sucumbiu à emoção da torcida. “Identificamos nesses depoimentos uma linha dramática semelhante a muitos filmes e peças, o choque que leva a juntar forças e se unir aos amigos para superar os dramas”.
Para Groisman, “quem é corintiano vai se localizar em alguma situação, já que o filme é narrado pela torcida”.
Para o diretor de marketing do clube, Luis Paulo Rosenberg, o filme “captura esse milagre que é a Fiel, mostrando porque ela é tão diferente”. E aproveitou a coletiva para convocar a torcida contra a pirataria do filme, cuja pré-venda em dvd já está sendo oferecida (pelo site www.filmefiel.com.br). “Que a Fiel invada os cinemas a partir do próximo dia 10, como invadiu o Maracanã em 76, e lute contra essa pirataria que vai começar”, afirmou.
