Os interessados devem ter um contrato de distribuição com alguma empresa estrangeira, que irá encaminhar ao Programa a proposta de lançamento e distribuição do filme - incluindo plano de P&A, orçamento com detalhes sobre a utilização da verba, além dos valores que a empresa investirá no filme. Esse investimento deverá ser igual ou superior àquele disponibilizado pelo programa.
Nesse primeiro momento, serão contemplados 10 longas que receberão US$ 15 mil cada um. Metade desse valor será pago ao distribuidor antes do lançamento do filme em salas de cinema do seu país. A metade restante, depois de apresentadas as notas fiscais dos investimentos de lançamento, como confecção de cópias, legendagem, material de divulgação, tais como trailers, pôsteres e mídia.
Podem participar filmes que terão lançamento entre 2 e 20 cópias, que deverão ser exibidos em cinco cidades do país do distribuidor ou ficar em cartaz por no mínimo quatro semanas. O apoio poderá ser dado ao mesmo filme para três distribuidores em territórios diferentes. A verba não será destinada a gastos como frete, despesas administrativas da empresa e alfândega.
André Sturm, presidente do Programa Cinema do Brasil comentou numa coletiva realizada na quarta-feira (15) que esse apoio é um ponto positivo que deve ser usado pelos agentes de venda para o mercado internacional. “Esse programa ampliará os negócios com distribuidores estrangeiros que, contando com esse investimento, terão mais estímulos para comprar e lançar produções brasileiras em outros países”, explica. No entanto, vale lembrar, que o distribuidor estrangeiro não poderá utilizar esse dinheiro para o pagamento pela aquisição do filme.
As inscrições devem ser feitas até o próximo 30 de agosto. Apesar do curto prazo, Sturm acredita que receberá vários pedidos de participação do Programa, porque diversas produções estão em negociação ou já até possuem um distribuidor estrangeiro.
