21/06/2026

Festival de Veneza anuncia filmes de seções paralelas e encerramento

O Festival de Veneza divulgou hoje (28) a programação da Giornate degli Autori, uma de suas principais seções paralelas. Fazem parte dez títulos, em sua grande maioria europeus, sendo o mais famoso diretor aí selecionado o francês Claude Miller, que apresentou no Festival do Rio 2008 seu filme Um Segredo. Ele assina com Nathan Miller o drama Je Suis Heureux que ma Mère Soit Vivante, que aborda o tema da adoção.

Um dos filmes que promete maior impacto é Desert Flower, coprodução entre Alemanha, Áustria e Inglaterra, dirigida pelo germano-americano Sherry Horman. O enredo baseia-se na vida da modelo somali Waris Dirie, contando sua trajetória desde a infância até sua consagração nas passarelas novaiorquinas, nos anos 80 e 90.

Famosa por liderar uma campanha internacional contra a mutilação sexual feminina, da qual ela mesma foi vítima, a modelo é uma das convidadas esperadas no Festival de Veneza, que começa no dia 2 de setembro.

Time francês
A França tem forte presença na Giornate degli Autori, que inclui ainda o drama Qu’un Seul Tienne et Les Autres Suivront, de Lea Fehner, retratando os visitantes de uma prisão, e a produção franco-argelina Harragas, de Merzak Allouache (Lumière e Companhia), em torno de imigrantes ilegais que desembarcam na costa espanhola.

Da Espanha, vem dois filmes, o drama de prisão Celda 211, de Daniel Monzon (O Feitiço dos Magos), e a comédia Gordos, de Daniel Sanchez-Arevalo, uma história sobre obesidade contada por um grupo de amigos que sofrem deste mal.

Outra comédia, esta da Holanda, é The Last Days of Emma Blank, de Alex Van Warmerdam. O único representante italiano da seção é Di Me Cosa Ne Sai, de Valério Ialongo, contando a história de um artista solitário num país em que a cultura é menosprezada.

Há também um único representante norte-americano, Barking Water, de Sterlin Harjo, focalizando o mundo de duas tribos ameaçadas de desaparecimento, os Seminole e os Crow.

Fecha a seleção a primeira coprodução entre Albânia e Sérvia, Honeymoons, de Goran Paskaljevic (Os Otimistas), que tem como protagonista um jovem casal que relata uma suposta “maldição de Kosovo”.

Eventos especiais
Foram anunciados seis outros títulos que compõem a seção Eventos Especiais. Estão aí cinco produções italianas, destacando-se a coprodução com a Letônia Teat Beat of Sex, que homenageia o artista de animação Signe Baumane. O filme reúne 15 de seus minicurtas, cada um com dois minutos de duração.

Os demais filmes italianos deste segmento são a animação L’Amore e Basta, de Stefano Consiglio; Poesia che mi Guardi, de Mariana Spada, sobre a poetisa e fotógrafa Antonia Pozzi, morta em 1938; Ragazze...la Vita Trema, de Paola Sangiovanni e Vittorio D., documentário sobre o diretor Vittorio De Sica, de Mario Canale e Annarosa Morri (que assinaram o documentário Marcello – Uma Vida Doce, sobre o ator Marcello Mastroianni).

Há ainda um filme francês, o policial La Horde, dos estreantes Yannick Dahan e Benjamin Rocher.

Na Semana da Crítica, outra seção paralela, será exibido Videocracy, de Erik Gandini (Suécia), que discute o poder da televisão.

Os filmes já anunciados em Veneza concorrem ao prêmio Luigi Di Laurentiis, que destina o troféu Leão do Futuro e mais 100 mil euros ao melhor trabalho de um estreante em todas as seções do festival. A seleção competitiva, que vale a disputa pelo Leão de Ouro, deverá ser divulgada nesta quinta-feira (30).

Também foi divulgado o filme de encerramento do festival no dia 12 de setembro. Trata-se de Chengdu, wo ai ni (Chengdu Meu Amor), dirigido pelo cineasta de Hong Kong Fruit Chan e o roqueiro chinês Cui Jian. Chan é um habituê de Veneza, onde apresentou os filmes Durian, Durian (2000), Public Toilet (que venceu uma Menção Especial em 2002) e Dumplings (2004).

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