04/06/2026

Cine Ceará premia "Se Nada Mais Der Certo"

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Se Nada Mais Der Certo, de José Eduardo Belmonte, foi o grande vencedor do 19º Cine Ceará, festival ibero-americano encerrado nesta noite de terça (4), em Fortaleza. O drama, filmado em São Paulo e centrado na figura de três perdedores, levou os troféus de melhor filme, direção, montagem e ator para Cauã Raymond.

O belíssimo documentário O Homem que Engarrafava Nuvens, de Lírio Ferreira, ficou com o prêmio de melhor filme para a crítica, além dos de melhor roteiro e som. Levou também dois prêmios especiais, o BNB e o Oscarito, concedido pela câmara municipal de Fortaleza, ambos como a melhor produção nordestina.

À Deriva, de Heitor Dhalia, venceu um único prêmio, o de melhor trilha sonora (Antônio Pinto).

Os longas latinos, que este ano não primaram pela qualidade, levaram poucos prêmios – o que foi justo. A produção mexicana Corazón del tiempo, de Alberto Cortés, primeira ficção filmada no território de Chiapas, domínio zapatista, recebeu o Prêmio Especial do Júri – “por trazer uma cultura distante do nosso universo e por resgatar memórias e sensações que parecem perdidas”, segundo a manifestação do júri.

A produção cubana Los Dioses Rotos, de Ernesto Daranas, ficou com dois prêmios – direção de arte e atriz (Annia Bu). E o documentário argentino Haroldo Conti – Homo Viator, de Miguel Mato, que resgata a figura de um escritor desaparecido na ditadura argentina, em 1976, venceu o prêmio de melhor fotografia (Jorge Crespo).

Curtas
O melhor curta foi Os Sapatos de Aristeu, de René Guerra (SP), também premiado com a melhor montagem, roteiro e o prêmio-aquisição do Canal Brasil. Superbarroco, de Renata Pinheiro (PE) ficou com os troféus de melhor ator (Everaldo Pontes), direção de arte e melhor curta para a crítica.

A melhor direção em curta foi entregue ao mineiro Gilberto Scarpa e seu divertidíssimo Os Filmes que Não Fiz, que ele também protagoniza. A Mulher Biônica, de Armando Praça, recebeu os troféus de melhor atriz (Ceronha Pontes) e melhor produção cearense. A melhor fotografia foi atribuída a A Montanha Mágica, de Petrus Cariry (CE). O melhor som, para Alessandro Laroca, de Silêncio e Sombras (PR). E uma menção honrosa , para Sweet Karolynne, de Ana Bárbara Ramos (PB).

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