21/06/2026

Versão restaurada de "O Beijo da Mulher Aranha" será exibida em Cannes

Uma cópia restaurada de O Beijo da Mulher Aranha, de Hector Babenco, é a mais nova atração brasileira confirmada no Festival de Cannes, dentro da programação paralela Cannes Classics. O filme venceu em 1985 o prêmio de melhor ator (William Hurt) em Cannes.
 
Além do filme de Babenco, outras grandes jóias cinematográficas deste programa serão uma versão restaurada e acrescida de uma sequência inédita de Boudu Salvo das Águas, de Jean Renoir; e uma versão restaurada de Psicose, de Alfred Hitchcock (no qual se realizou uma reconstrução sonora).
 
Outras raridades recolocadas em circulação nesta seção serão Tristana, de Luis Buñuel (cuja sessão será apresentada por Pedro Almodóvar), O Leopardo, de Luchino Visconti (Palma de Ouro em Cannes em 1963), O Tambor, de Volker Schlondorff (Palma de Ouro em 1979, que será vista numa versão não só restaurada, como remontada pelo diretor, uma director’s cut).
 
Criada em 2004, a seção Cannes Classics será apresentada no Palais des Festival, sede principal das principais sessões do evento, com reapresentações no La Licorne.
 
A World Cinema Foundation, fundada em Cannes por Martin Scorsese em 2007, também exibirá no festival alguns filmes recentemente restaurados : Mest (La Flute de roseau) de Ermek Shinarbaev, (Casaquistão, 1989), Két Lány Az Az Utcán (Deux filles dans la rue) de André de Toth (Hungria, 1939,) e Titash Ekti Nadir Naam  (Une rivière nommé Titash) de Ritwik Ghatak (India, 1973,). As cópias destes filmes provêm das cinematecas destes países e foram restauradas pela Cinemateca de Bolonha/l’Immagine Ritrovata.
 
A Cinemateca de Bolonha, por sua vez, apresentará dois curtas-metragens: Il Ruscello di Ripasottile (Itália, 1941), de Roberto Rossellini, e The Eloquent Peasant, de Chadi Abdel Salam (Egito, 1970).
 
Abaixo, a lista completa de títulos do Cannes Classics:
 
 
- LA BATAILLE DU RAIL (França, 1946, 82’) de René Clément.
 
- BOUDU SAUVE DES EAUX de Jean Renoir (França, 85’, 1932).
 
-TRISTANA (Espanha/França/Itália, 99’, 1970) de Luis Buñuel.
 
- O LEOPARDO (Itália, 185’, 1963) de Luchino Visconti.
 
-O TAMBOR (Alemanha, 140’) de Volker Schlöndorff.
 
-KHANDAHAR (Les Ruines) (Índia, 102’, 1983), de Mrinal Sem.
 
-LA CAMPAGNE DE CICERON (França, 111’, 1989) de Jacques Davila.
 
-LA 317e SECTION (France, 94, 1965), de Pierre Schoendoerffer.
 
-LE GRAND AMOUR (France, 87’, 1969), de Pierre Etaix.
 
-UMA AVENTURA NA ÁFRICA (EUA/Inglaterra, 105’, 1951) de John Huston.
 
-AU PETIT BONHEUR de Marcel L’Herbier (France, 102’, 1946).
 
-PSICOSE (Psychose) (EUA, 109’, 1960) de Alfred Hitchcock.  
 
-O BEIJO DA MULHER ARANHA (Le Baiser de la femme-araignée) (EUA/Brasil, 120’) de Hector Babenco.
 
 
DOCUMENTÁRIOS
 
-HOLLYWOOD DON’T SURF (EUA, 2010, 85’) de Greg MacGillivray.
 
-CAMERAMAN: THE LIFE AND WORK OF JACK CARDIFF (Inglaterra, 2010, 90’) de Craig McCall.
 
-MEN FILMEN ÄR MIN ÄLSKARINNA (... Mais le cinéma reste ma maîtresse) (Suécia, 2010, 66’) de Stig Bjorkman.
 
-TOSCAN, d’Isabelle Partiot-Pieri (França, 2010, 90’), espécie de “autorretrato póstumo” de Daniel Toscan du Plantier, produtor francês falecido em 2003.

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