O ministro da Cultura, Gilberto Gil, que deveria participar do evento, permaneceu no Rio, onde encontrou-se com representantes da classe cinematográfica, insatisfeitos com as novas diretrizes para o patrocínio cultural divulgadas por empresas estatais.
Segundo o secretário, as medidas em estudo incluem desde o cinema móvel e mostras ambulantes, até a montagem de um circuito popular de exibição, com preços não superiores a 10% dos ingressos comerciais. Estuda-se ainda a transmissão instantânea de filmes para vários pontos, via satélite, fazendo uso de receptores do governo, e a utilização de espaços alternativos para exibições, como as dez mil salas de aula do Sesi.
Um outro aspecto levantado por Senna foi a efetiva participação da Ancine (Agência Nacional de Cinema) que, segundo o secretário, atuará a partir de normas e estratégias mais inteligentes e ousadas do que as utilizadas até agora. Ele frisou a necessidade de criar uma rede de distribuição de filmes brasileiros.
"O audiovisual é a maior e mais importante indústria cultural", ressaltou o secretário. Ele lembrou que a segunda maior receita dos Estados Unidos provém do cinema, que domina 80% do mercado mundial. "Mas os produtos culturais não podem ser tratados como uma mercadoria qualquer de consumo, pois carregam o valor da riqueza imaterial, da identidade nacional, da cidadania e da soberania".
Cineweb-6/5/2003-18.50
