Wim Wenders pensa em deixar os EUA por causa de "neomacarthismo"
Wim Wenders, que está morando nos EUA, manifestou ao diário francês Le Monde sua "grande vontade" de deixar aquele país em vista de uma "atmosfera próxima do macarthismo". Participando do festival de Cannes, fora de competição, com o musical sobre blues The Soul of a Man, Wenders observou que "muitos americanos, particularmente dentro da indústria do cinema, estão tomando posições muito afirmativas" contra a guerra do Iraque ou a política externa americana e passando, apenas por isso, a correr grandes riscos em sua carreira. Quanto à intenção de partir dos EUA, ele ainda não tomou a decisão final. "Ainda estou muito dividido", declarou ao jornal.
Esperanças para a exibição de documentário sobre Fidel Castro nos EUA
Na coletiva de imprensa do filme Elephant, de Gus Van Sant, o diretor da HBO, Colin Callender, foi questionado sobre os motivos pelos quais a emissora vetou a exibição do documentário Comandante, de Oliver Stone - que, aliás, será o mestre da tradicional Leçon de Cinéma em Cannes este ano, nesta quarta (21). Callender negou veementemente que o documentário sobre Fidel Castro tenha sido objeto de censura. "Decidimos não mostrar o filme apenas porque julgamos que Oliver deveria voltar a Cuba em vista dos últimos acontecimentos (ou seja, as execuções de três prisioneiros), o que ele já fez". Assim que o material novo for incorporado ao filme, Callender garante que o filme deverá retornar à grade de programação do canal a cabo, que é também o produtor de Elephant.
Cineweb-19/5/2003-17.20
