O assunto mais comentado da entrevista de promoção do filme Amor por acaso, dirigido pelo ator Marcio Garcia, não envolvia nenhum dos presentes. A atração passou a ser Juliana Paes e o jogador Ronaldo, do Corinthians. Segundo o produtor norte-americano Uri Singer, a dupla será protagonista de The Brazilian, uma produção que ele pretende rodar no Brasil e Estados Unidos no próximo ano.
E Singer vai além: “A Juliana tem tudo para fazer uma carreira em Hollywood, é só ela querer. Ela havia passado no teste para fazer um filme com Russell Crowe e Denzel Washington, mas, no fim, alguém acabou puxando o tapete dela. Amor por acaso deverá abrir portas para ela”.
Quem sabe, daqui a alguns meses, o Fenômeno poderá se derreter em elogios por sua colega de elenco, tal qual fez na coletiva Dean Cain, o eterno Superman da série “Lois & Clark”. “Trabalhar com a Juliana foi um sonho. Houve uma química muito boa entre nós”, afirmou.
Segundo Cain, está é a sua segunda visita ao Brasil. A primeira foi em meados dos anos 1980, quando seu pai, o diretor Christopher Cain, filmou em Belém (PA) o longa “Selva Viva”. “Visitei o Rio de Janeiro e São Paulo e achei um pouquinho diferente daquilo que eu havia visto na primeira vez em que estive no país”, brinca.
Já Marcio Garcia, que tem em seu currículo como diretor o curta policial “Predileção”, não teve medo de aceitar o desafio de dirigir uma comédia romântica e assinar a produção das cenas rodadas no Rio de Janeiro. “Foram apenas 14 dias de filmagens, no Brasil e nos Estados Unidos. Eu aceitei o convite de Uri por causa do roteiro. Era uma história que me atraía muito”. Além disso, ele contou que fez diversas alterações em diálogos do roteiro assinado por Leland Douglas para que as cenas no Brasil soassem mais naturais.
Por outro lado, nada natural no filme é a cena final, protagonizada pelo próprio Garcia, envolvendo o merchandising de uma marca de xampu. “Queríamos que fosse uma propaganda inserida no filme. Colocar esse tipo de ação no meio da história foge do contexto, então colocamos no fim, para dar uma graça”, tenta justificar. Ele conta também que iria interpretar um personagem, mas desistiu. “Eu medrei. Acho que não estou preparado para trabalhar na frente e atrás da câmera ao mesmo tempo. Talvez daqui a alguns filmes eu consiga fazer isso”.
Sobre trabalhar com seus colegas de elenco da novela “O caminho das Índias”, Garcia disse que deixou espaço para que eles criassem seus personagens. Rodrigo Lombardi faz um gerente de loja gay bastante afetado. “Originalmente, o personagem não era assim, mas ele [Lombardi] é muito brincalhão e sempre fazia esse tipo de graça durante as gravações da novela. Então resolvemos levar essa afetação para o cinema”.
