Está em cartaz nos CCBBs do Rio e São Paulo, até dia 20, a mostra “Luc Moullet –Cinema de Contrabando”. Trata-se de uma retrospectiva com 36 filmes do diretor francês, ex-crítico da revista Cahiers du Cinéma e expoente da Nouvelle Vague, cuja obra circulou muito pouco no Brasil.
Admirado por colegas como Jean-Luc Godard, Raoul Ruiz e Carlos Reichenbach, Moullet é dono de uma obra que brinca com os gêneros e convenções de modo bastante criativo, o que já lhe valeu prêmios em festivais como Cannes e Berlim. Entre seus filmes, destacam-se Brigitte et Brigitte (66), com participação de cineastas como Claude Chabrol, Éric Rohmer e Samuel Fuller; um autêntico filme B (Les Contrebandières, 1967), um western psicológico com o mítico ator Jean-Pierre Léaud (Une Aventure de Billy le Kid, 1971, nunca lançado na França, mas de boa circulação no exterior) e uma paródia de dramas românticos (Anatomie d'un Rapport, 1975, co-dirigido com a sua esposa Antonieta Pizzorno, ficção documental sobre a sexualidade de um casal logo após 1968, estrelado pelo próprio Moullet, Christine Hebert e Antonietta Pizzorno).
A partir dos anos 1980, Moullet inicia uma produção de curtas-metragens de humor, realizados entre as filmagens de seus longas. Em 2000, o curta Le Systeme Zsygmondy foi premiado no Festival de Cannes, onde, em 1979, Genèse d'un Repas havia sido laureado.
O próprio Moullet vem ao Brasil durante a mostra, participando de conversas nas três cidades por onde passa. No CCBB de Brasília, a retrospectiva começa no próximo dia 15 e prossegue até dia 6 de março.
Maiores informações pelo site:
http://www.bb.com.br/portalbb/home22,128,10161,0,0,1,1.bb?&codigoMenu=9897
