Uma coisa é unanime entre os atores que estiveram em São Paulo para o lançamento de Estamos juntos – em cartaz no país desde hoje. O filme foi uma oportunidade para descobrir aspectos da cidade – mesmo para aqueles que viveram aqui por muito tempo.
Leandra Leal (na foto com Débora Duboc), protagonista do longa, vivem em São Paulo por 6 anos, quando tinha 20 e poucos, e para ela isso ‘foi muito importante’. “São Paulo tem a cara dos sonhos das pessoas. Todo mundo que vem para cá tem um objetivo, uma vontade. Morar aqui me ensinou muita coisa, me deu chance de crescer e amadurecer”.
Já para Débora Duboc, que faz uma enfermeira no filme, Estamos juntos permitiu processar algo que já existia dentro dela, mas estava adormecido. “Eu tenho profundo afeto pela cidade. Adoro chegar de avião à noite, e ver as luzes brilhando nos prédios, casas, carros. E pensar que em cada um daqueles lugares há um monte de gente, várias vidas acontecendo. Isso me fascina”.
O argentino Nazareno Casero, que nunca tinha vindo a São Paulo, a grandiosidade da capital foi motivo de espanto. “Precisei me adaptar, porque meu personagem [um músico] vive aqui há algum tempo. Então, além de aprender português precisei conhecer São Paulo, o que não foi nenhum problema”.
Sidney Santiago ficou feliz que seu personagem e o filme puderam levar para as telas a luta pela moradia. Ele faz o papel de um membro do MSTC (Movimento dos Sem-Teto do Centro). “Espero que levante essa discussão. E que as pessoas passem a ver as pessoas que ocupam prédios abandonados com outros olhos, que sejam descriminalizados”.
Para Érica Ribeiro que, no filme também faz parte do MSTC e contracena com Santiago, a experiência de passar um tempo com os próprios membros e conhecer a garota em que sua personagem foi inspirada trouxe não apenas base para seu trabalho, mas a transformou. “É um mundo que se abre para a gente, são coisas novas, e vemos como essas pessoas têm direito em suas reivindicações”.
