Começa nesta quarta (8) a 21ª. edição do Cine Ceará, festival de cinema iberoamericano, que prossegue até 15 de junho. Uma novidade é que, neste ano, o festival estende-se, além de Fortaleza, também à cidade de Juazeiro do Norte.
Na competição principal, há 9 longas, todos inéditos no País. Há três títulos brasileiros na disputa: O coro, de Werner Schunemann – que vai abrir o festival; Mãe e filha, de Petrus Cariry; e Homens com cheiro de flor, de Joe Pimentel. Da Espanha, vem o filme vencedor do Goya de melhor documentário (Bicicleta, maçã, colher, de Carlos Bosch), além de Pássaros de papel, de Emilio Aragón, com o Lluís Homar (que fez com Pedro Almodóvar Abraços Partidos e Má Educação. Da Colômbia, vem Todos teus mortos, de Carlos Moreno, vencedor do troféu de Melhor Fotografia em Sundance.
Entre os homenageados do ano, está o documentarista brasileiro Eduardo Coutinho, cuja obra é tema de uma mostra paralela no festival. Além dele, também se destaca a cineasta norte-americana Estela Bravo, que exibirá pela primeira vez na América do Sul, seu mais recente filme, Operação Peter Pan, sobre os cubanos que, entre 1960 e 1962, foram enviados pelos próprios pais aos EUA. Ela também vai ganhar uma mostra com a sua produção, incluindo Quem sou eu? - em que entrevista as crianças que foram levadas dos pais pela ditadura argentina - e o polêmico documentário Fidel, de 2001, com cenas íntimas do ex-presidente cubano.
Entre as mostras paralelas, uma outra destaca o País Basco, com 15 curtas da região, além de quatro longas, como 80 Egunean (traduzido como Por 80 dias), ficção que conta a história da descoberta do lesbianismo por uma septuagenária. O filme já havia sido selecionado para os festivais de cinema de Londres, Chicago, San Sebástian, Montreal, entre outros.
Outra mostra coloca em foco a famosa Escuela Internacional de Cine y TV de San Antonio de los Baños (EICTV), de Cuba, que completa 25 anos. Ao todo, serão exibidos 11 curtas da recente produção do respeitado curso, incluindo filmes brasileiros.
