O Brasil será representado na seção Horizontes do Festival de Veneza – destinada a filmes experimentais e de empenho de linguagem – por Girimunho, longa de estreia dos mineiros Helvécio Marins Jr. e Clarissa Campolina. Trata-se de um misto de documentário e ficção em torno de duas senhoras idosas, Maria Sebastiana Martins Alvaro e Maria da Conceição Gomes de Moura, moradoras da cidadezinha de São Romão (MG). É uma coprodução entre Brasil, Alemanha e Espanha.
Integrante da produtora Teia e produtor de filmes como Aboio e A Falta que me faz, ambos dirigidos por Marília Rocha, Marins é diretor também de curtas premiados, como Trecho (2006), em que divide a direção com Clarissa Campolina.
Outro representante brasileiro, Histórias que só existem quando lembradas, de Julia Murat, está na seleção oficial das Giornate degli autori, uma das seções paralelas do Festival de Veneza, Estrelado por Sônia Guedes, Lisa Fávero, Luis Serra, Ricardo Merkin e Antônio dos Santos, o filme, uma coprodução entre Brasil e França, conta a história de Madalena, uma viúva solitária e moradora da cidadezinha de Jutuomba, cuja rotina é transformada pela chegada de uma fotógrafa, Rita.
É a estreia em ficção de Julia, filha da diretora Lucia Murat (Quase dois irmãos), que já realizara antes o documentário Dia dos Pais (2007), em parceria com o diretor Leo Bittencourt, concorrente na competição brasileira do Festival É Tudo Verdade.
Os concorrentes da seção principal do Festival de Veneza - que acontece entre 31 de agosto e 10 de setembro próximo - devem ser anunciados nesta semana.
