O TGI é uma pesquisa bastante abrangente, e sua versão mais recente foi realizada entre setembro de 2001 e maio de 2002. Mais de 10 mil entrevistados responderam aos questionários em suas casas (e não nos cinemas), nas praças de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza e Brasília, além de interior de São Paulo e das regiões Sul e Sudeste. É importante deixar claro que esta não é uma pesquisa exclusiva sobre cinema, mas um formulário padrão, que inclui o cinema entre seus itens.
A pesquisa confirma algumas informações que eram estimadas pelos profissionais do mercado. Primeiro, a de que o público de cinema está realmente concentrado nas classes A e B (62% de freqüência, segundo o TGI). Mas a classe C aparece com um grande percentual (29%), que chega a ser surpreendente, enquanto as classes abaixo dessa faixa, como se imaginava, têm freqüência raríssima, que não chega a 10% do mercado. A pesquisa também revela que as mulheres vão mais ao cinema do que os homens. Já se sabia que, em geral, são elas que costumam liderar o movimento de sair de casa, mas não se tinha certeza quanto à sua maior freqüência.
Em termos de faixa etária, uma surpresa: os jovens adultos (aqueles na faixa entre 20 e 29 anos) vão mais ao cinema que os adolescentes. No entanto, é importante observar que, somados os dois grupos, eles representam mais de 60% do público.
Os espectadores com mais de 50 anos formam 7% dos espectadores. A camada do público efetivamente adulto (entre 30 e 49 anos) não é nada desprezível (30%), pois atinge praticamente a mesma percentagem da faixa dos adolescentes, mas é importante notar que a oferta de títulos para adultos é muito maior que a oferta para adolescentes, acirrando a concorrência nessa faixa e tornando o sucesso de um filme muito mais difícil. Como a pesquisa não entrevista crianças menores de 12 anos, ela não informa sobre a freqüência infantil ao cinema, que o mercado estima estar na faixa de 8%.
Cineweb-10/6/2003-17.10
