O cineasta Ruy Guerra completa hoje 80 anos. O moçambicano radicado no Brasil é, junto com Glauber Rocha, pai do Cinema Novo, um dos movimentos mais viscerais da arte nacional, autor do pioneiro Os Cafajestes (1962), que registrou, ainda, o primeiro nu frontal do cinema brasileiro.
De sua obra visceral, constam ainda Veneno da Madrugada, uma co-produção argentino-brasileira em que, pela quarta vez, adapta um livro do amigo Gabriel García Márquez (no caso, La Mala Hora). Além disso, já levou às telas o trabalho de outros escritores, como Antonio Callado (de quem filmouKuarup, em 1989). Inspirou-se duas vezes em Chico Buarque de Holanda (Ópera do Malandro e Estorvo) e até mesmo em Edgar Allan Poe, transformando em minissérie na França seu conto A Carta Roubada (de Histórias Extraordinárias).
Concorreu três vezes à Palma de Ouro em Cannes: Erêndira (83), Kuarup (89) e Estorvo (2000). Por duas vezes, venceu o Urso de Prata em Berlim: Os Fuzis (64) e A queda (78).
