Morreu hoje (14), no Rio de Janeiro, o cineasta carioca Paulo Cesar Saraceni, aos 79 anos. Ele foi um dos expoentes do Cinema Novo, a partir do curta Arraial do Cabo (59), marco inicial do movimento.
Na última edição do Festival É Tudo Verdade, os 53 anos deste curta antológico foram lembrados no documentário Xaréu – Memórias do Arraial, em que a cineasta Patricia Ramos Pinto volta à cidade fluminense, reencontrando alguns dos pescadores que participaram do filme. O próprio Saraceni deu longo depoimento nesta obra.
Saraceni também é lembrado por outros filmes marcantes do cinema brasileiro, como suas adaptações do escritor Lúcio Cardoso – Porto das Caixas (62), A Casa Assassinada (74) e O Viajante (99) – e também O Desafio (65), baseado numa história do dramaturgo Oduvaldo Viana Filho, e Capitu (68), inspirado no famoso romance de Machado de Assis.
Ele estava preparando-se para lançar seu último filme, O Gerente, baseado em Carlos Drummond de Andrade.
O cineasta encontrava-se doente desde outubro, quando sofreu um AVC, e morreu de falência múltipla dos órgãos. Será cremado na segunda-feira.
