19/06/2026

Caixa Cultural SP sedia mostra de cinema português contemporâneo

 De 16 a 28 de julho, a Caixa  Cultural São Paulo apresenta a 2ª Mostra Cinema Português Contemporâneo. Com o objetivo de difundir o cinema lusitano no Brasil, a edição 2013 do evento enfatiza ainda mais a liberdade criativa e a diversidade da atual produção feita em Portugal, que vem sendo reconhecida nos maiores festivais do mundo como uma das mais originais. O evento é gratuito e tem o patrocínio da Caixa Econômica Federal.
 
No dia 20 de julho, será apresentado o filme A Vingança de Uma Mulher (foto), de Rita Azevedo Gomes, com a presença da diretora na sessão. Já no dia 21, domingo, haverá um debate sobre cinema português com os cineastas Rita Azevedo Gomes e Marcelo Felix, que apresenta seu filme A Arca do Éden logo em seguida ao debate.
Sob o tema “Outros caminhos do cinema português”, a mostra reúne 12 longas e 7 curtas, além de uma homenagem especial a Fernando Lopes, um dos nomes de referência do Cinema Novo Português, falecido em maio de 2012. Serão apresentados 5 longas de Lopes, mais um documentário sobre sua vida e obra.
 
PROGRAMAÇÃO COMPLETA:
 
Terça-feira - 16 de julho: Sessão de abertura

19h – O Barão
Direção: Edgar Pêra
Ficção, 88min, 2011 - Classificação indicativa: 14 anos
O Barão, inspirado na obra de Branquinho da Fonseca, é um remake neuro-gótico de um filme fantasma realizado durante a II Guerra Mundial.Proibido pelo Ditador por retratar um tiranete, um vampiro marialva que aterrorizava os habitantes de uma região montanhosa.
A narrativa, expressionisticamente hipnótica, conduz o Inspetor-Narrador-Espectador por uma natureza insólita até ao castelo do Barão. O Barão é um camaleão emocional. Ora se apresenta dócil, ou irascível, um homem-javali, “uma pura besta”. Vive um amor aprisionado, dentro e fora de si. Um amor inatingível. Um ideal corrompido. Idalina, criada aristocrata paira pelo castelo. A sua esguia e esquiva figura perturba o Inspector. E o Barão. O Inspetor é arrastado para uma noite sem contornos definidos. Figuras mitológicas irrompem no intervalo: uma Tuna escravizada, músicos encapuçados liderados por um maestro ciclope. Terror Castiço. Tudo se precipita.
 
Quarta (17)
17h – Fernando Lopes, provavelmente
Direção de João Lopes
Documentário, 94min, 2008 - Classificação indicativa: 12 anos
Viajamos com Fernando Lopes até às suas origens: por um lado, a terra, a Várzea da infância; por outro lado, o cinema, as convulsões do Cinema Novo Português e o desejo utópico de transformar o mundo.Não é um movimento nostálgico, mas uma exigência de verdade. A mesma exigência que o levou a filmar a vida crua e romanesca de Belarmino Fragoso, na Lisboa dos anos 60, a encarar os fantasmas do mundo rural recolhidos em “Uma Abelha na Chuva” de Carlos de Oliveira, ou ainda a retratar a solidão avassaladora dos novos condomínios fechados, em “Lá Fora”. Na nossa viagem, desaparecem as fronteiras entre o cinema e a vida.

19h – O Fantasma
Direção: João Pedro Rodrigues
Ficção, 90’, 2000 - Classificação indicativa: 18 anos
Sérgio passa os dias entre um quarto alugado num hotel barato, sexo anônimo e o seu trabalho na coleta do lixo do setor norte de Lisboa. Mas uma noite os seus olhos se deparam com o fantasma dos seus sonhos, e ele acorda na obsessão do amor… 
 
Quinta (18)
17h30 - Belarmino  –
Sessão seguida de “Conversa sobre Fernando
Lopes”
Direção: Fernando Lopes
74min, 1964 - Classificação indicativa: 12 anos
O retrato de um antigo lutador de boxe, Belarmino Fragoso, através das suas perambulações por uma Lisboa que já não existe. A solidão, o medo e a derrota se cruzam num filme que mistura documentário, ficção e a entrevista num passeio por antigas salas de cinema e clubes noturnos. Primeiro longa-metragem de Fernando Lopes, com o apuro jazzístico de Manuel Jorge Veloso e a brilhante fotografia de Augusto Cabrita, este é um dos filmes-chave do Cinema Novo Português.
 
19h40 – Uma Abelha Na Chuva
Direção: Fernando Lopes
76min. 1972 - Classificação indicativa: 14 anos
Retrato social típico de um país isolado e pobre, vítima de uma ideologia totalitária. Um universo rural imobilista e opressivo, quebrado por ausências, desencontros ou silêncios, incidindo sobre um casal – Maria dos Prazeres, Álvaro Silvestre. Relação conjugal de compromisso, que é estilhaçada pelo conflito latente das paixões, fraquezas e desejos recalcados.
Adaptação do romance homônimo do escritor neorrealista Carlos de Oliveira. É uma das obras do Novo Cinema que, assimilando aspectos da linguagem dos vanguardistas franceses da Nouvelle Vague, se mantém na tradição da crítica social, iniciada no cinema português por Manuel Guimarães.
 
Sexta (19):

15h30 – Nós Por Cá Todos Bem
Direção: Fernando Lopes
80min, 1978Classificação indicativa: 10 anos
O filme mistura atores profissionais com habitantes de uma pequena aldeia portuguesa.
Possui uma forte componente documental, quebrando com os mecanismos convencionais da ficção que também utiliza. Conta a história de uma pequena equipe de filmagens numa aldeia entretida com alguns dos aspectos do seu dia-a-dia.

17h – O Delfim
Direção: Fernando Lopes
83min., 2002 - Classificação indicativa: 14 anos
Portugal, finais dos anos 60. Tomás Palma Bravo (Rogério Samora), o Delfim, o Infante, é o herdeiro de um mundo em decomposição. É ele o dono da Lagoa, da Gafeira, de Maria das Mercês (Alexandra Lencastre), sua mulher infecunda, de Domingos, seu criado preto e maneta, de um mastim e de um “Jaguar E”, que o leva da Gafeira a Lisboa e às prostitutas. Um caçador, detetive e narrador, que todos os anos volta à Lagoa para caçar patos-reais, descobre, um ano depois, que Domingos apareceu morto na cama do casal Palma Bravo e que Maria das Mercês apareceu a boiar na Lagoa. Quanto a Tomás Palma Bravo e ao mastim, dizem-lhe que desapareceram sem deixar rasto. E que da neblina da Lagoa se ouvem agora misteriosos latidos.
 
19h – A Cara Que Mereces
Direção: Miguel Gomes
Ficção, 108’, 2004 - Classificação indicativa: 10 anos
Francisco, comporta-te! Bem sei que hoje fazes 30 anos, que é carnaval e que vestes de cowboy na festa do colégio, cercado por miúdos que detestas. Controla-te, rapaz...! Não vês que assim já não te aturam? E depois, como é que é? Partes a cabeça, vais para o hospital, ficas com sarampo e já não tens ninguém para tratar de ti... Como à Branca de Neve, davam-te jeito sete anões... Francisco, repete comigo: “Até aos trinta anos tens a cara que Deus te deu, depois tens a cara que mereces”.
 
Sábado (20):
 
15h – É Na Terra Não é Na Lua
Direção: Gonçalo Tocha
Doc, 185min, 2011 - Classificação indicativa: 10 anos
Um homem-câmara e um homem-som chegam à Ilha do Corvo, um rochedo de 17km2, uma cratera de vulcão e uma única vila de 440 pessoas. Gradualmente a equipe de rodagem é aceita como habitante, mais duas pessoas a juntar a uma civilização com quase 500 anos de vida mas com poucos registros e memória escrita.
 
18h30 – A Vingança de Uma Mulher -  Encontro com a diretora Rita Azevedo Gomes
Direção: Rita Azevedo Gomes
Ficção, 2011, 100min. - Classificação indicativa: 16 anos
Roberto é um dândi impassível, indecifrável e enigmático. Goza do prazer aristocrático de causar espanto. Das mulheres, que conhece em todas as variedades da sua espécie e raça,  já nada o pode espantar. A verdade é que Roberto sente o profundo tédio de quem esgotou todos os prazeres e encantos desta vida. No entanto…  Uma certa noite, deixa-se tentar por uma mulher que o intriga e lhe lembra alguém... Nessa noite, de descida aos céus e de subida aos infernos, essa mulher escancara-lhe  o suplício da vida que é agora a sua. E, no meio de terríveis prazeres, Roberto entrevê o sublime do horror em que, obstinadamente, aquela mulher mergulhou.
Sai dali fechado sobre si mesmo, marcado pela visão de um certo amor que, afinal, nunca viveu.
 
Domingo (21):
 
16h – A Piscina
Direção: Iana Ferreira e João Viana
Portugal, 16’, 2004 - Classificação indicativa: 14 anos
A forma como atravessamos de uma só vez uma piscina pública faz lembrar a vida desde que nasce até ao fim.
 
Palácios de Pena
Direção: Gabriel Abrantes e Daniel Schimdt
Ficção, 59’, 2011 - Classificação indicativa: 16 anos
Assombradas pelas suas próprias vidas sem rumo, duas pré-adolescentes se reencontram quando visitam a avó doente. No meio das suas fantasias com um passado medieval – consumido pelo medo e pelo desejo - as meninas sofrem uma transformação e enfrentam um legado de opressão. "O amor é, finalmente, um cruzamento de pernas, uma união de barrigas, um breve tremor de artérias, uma confusão de bocas, uma batalha de veias, um enrolar de coxas, quem disser o contrário é uma besta". Gregório de Mattos (séc. XVII)

17h15 – Debate sobre cinema português com os diretores Rita Azevedo Gomes e Marcelo Félix

18h30 – A Arca do Éden - Encontro com o diretor Marcelo Felix
Direção: Marcelo Félix
Doc., 80 min, 2011 - Classificação indicativa: Livre
A arca do Éden é uma viagem em vários tempos. Uma viagem de salvamento (de uma floresta com todas as plantas existentes, ameaçada de extinção; de um conhecimento do mundo e das maneiras de lembrá-lo; de imagens quase perdidas que têm de ser descobertas e restauradas), cuja imensidão os seus protagonistas vão percebendo à medida que enfrentam a sua complexidade. Uma viagem feita de presente e de memórias: onde relances de histórias esquecidas e precárias visões contemporâneas participam de uma mesma luta contra o tempo. 

Terça (23):
 
18h – Uma Abelha Na Chuva
Direção: Fernando Lopes
76min. 1972 - Classificação indicativa: 14 anos
Retrato social típico de um país isolado e pobre, vítima de uma ideologia totalitária. Um universo rural imobilista e opressivo, quebrado por ausências, desencontros ou silêncios, incidindo sobre um casal – Maria dos Prazeres, Álvaro Silvestre. Relação conjugal de compromisso, que é estilhaçada pelo conflito latente das paixões, fraquezas e desejos recalcados.
Adaptação do romance homônimo do escritor neorrealista Carlos de Oliveira. É uma das obras do Novo Cinema que, assimilando aspectos da linguagem dos vanguardistas franceses da Nouvelle Vague, se mantém na tradição da crítica social, iniciada no cinema português por Manuel Guimarães.

19h30 – Hope 
Direção: Pedro Sena Nunes
Portugal / Experimental /10min. / 2010 - Classificação indicativa: 14 anos
O encontro animal entre homem e mulher concebe a prisão aquática do desejo. A mulher entrega-se a uma existência sutil, graciosa. A fusão com aquilo que a natureza em si desperta a faz desdobrar-se em novos mundos, mundos de fome, sobrevivência; sublime realidade. Gera-se uma nova vida; move-se, respira, subsiste num lugar de ecos embrionários. O acordar do toque na matéria densa a faz por fim confrontar-se com a sua própria efemeridade e o poder destrutivo da criação. O homem a aparecer e a desaparecer.
 
Angst
Direção: Graça Castanheira
Documentário, 53', 2010 - Classificação indicativa: 10 anos
Optando por uma narrativa extremamente pessoal, a cineasta portuguesa Graça Castanheira elabora uma reflexão sobre o estágio atual da humanidade. Analisa os impasses do desenvolvimento humano, da superpopulação ao risco de esgotamento do espaço disponível para a ocupação do planeta e dos estoques de energia disponíveis para o funcionamento da civilização como a conhecemos. Explora, ainda, as contradições de uma espécie sem predadores que se impôs sem conseguir até agora afirmar sua superioridade com um equilíbrio sustentável. 

Quarta (24):

17h15 – Lá Fora
Direção: Fernando Lopes
107min, 2004 - Classificação indicativa: 14 anos
Laura é jornalista na televisão. José Maria corretor na bolsa. Há algum tempo que ele a vigia à distância, sem que ela o saiba, no condomínio fechado em que ambos vivem. Um dia, um programa de televisão faz com que se encontrem. E percebe-se a o que cada um sente pelo outro. Será apenas um jogo de sedução?
Ou será que o amor ainda é possível?
 
19h30 – Sessão de curtas:
Directo 
Direção: Luís Alvarães e Luís Mário Lopes
Portugal/ 13min. / 2010 - Classificação indicativa: 14 anos
Enquanto a empregada põe a mesa para jantar, um casal assiste ao vivo, pela televisão, a um assalto a banco. Os assaltantes fizeram dois reféns e estão na mira dos atiradores de elite da polícia. Na sala, os celulares não param de tocar. O marido revela que é ele quem tem de dar a ordem para matar os assaltantes. Já nada pode travar a execução.
 
Kali, o Pequeno Vampiro 
Direção: Regina Pessoa
Portugal/Canadá/França/Suiça, Animação, 9min, 2012 - Classificação indicativa: 10 anos
Esta é a história de um rapaz diferente dos outros, que sonha em encontrar o seu lugar ao sol.
Tal como a lua passa por diferentes fases, também o Kali tem de enfrentar os seus medos e demônios interiores para, no final, encontrar a passagem para a luz.
Um dia ele vai desaparecer… ou talvez seja apenas mais uma fase de mudança.
 
O Nome e o N.I.M. *
Direção: Inês Oliveira
Ficção, 25min, 2003 - Classificação indicativa: 14 anos
“O Exército Português recrutou mais uma vez milhares de cidadãos nacionais para cumprirem o Serviço Militar Obrigatório. Dá-lhes um Número de Identificação Militar (N.I.M.). Na tropa, ninguém se conhece pelo nome próprio. Às dez da noite as luzes vão abaixo nas camaratas. 'Tás a ouvir? 'Tás a ouvir ou não? Eu não te conheço de lado nenhum, mas para mim és como meu irmão”.
 
Os Olhos do Farol
Direção: Pedro Sarazina
Animação, 15min, 2010 - Classificação indicativa: Livre
Numa ilha rochosa e árida, um faroleiro vive isolado com a sua filha. Do alto da sua torre o pai vela rigorosamente pelo horizonte e pela segurança dos barcos que passam. Sem outra companhia, a menina desenvolve uma cumplicidade única com o mar, que lhe traz brinquedos sob a forma de objetos. Ao ritmo das ondas, estes objetos desvendam acontecimentos antigos, memórias que as marés não conseguem apagar… 

Quinta (25):

17h30 – Fernando Lopes, Provavelmente
Direção de João Lopes
Documentário, 94min, 2008 - Classificação indicativa: 12 anos
Viajamos com Fernando Lopes até às suas origens: por um lado, a terra, a Várzea da infância; por outro lado, o cinema, as convulsões do Cinema Novo Português e o desejo utópico de transformar o mundo.Não é um movimento nostálgico, mas uma exigência de verdade. A mesma exigência que o levou a filmar a vida crua e romanesca de Belarmino Fragoso, na Lisboa dos anos 60, a encarar os fantasmas do mundo rural recolhidos em “Uma Abelha na Chuva” de Carlos de Oliveira, ou ainda a retratar a solidão avassaladora dos novos condomínios fechados, em “Lá Fora”. Na nossa viagem, desaparecem as fronteiras entre o cinema e a vida.
 
19h15 – Nós Por Cá Todos Bem
Direção: Fernando Lopes
80min, 1978Classificação indicativa: 10 anos
O filme mistura atores profissionais com habitantes de uma pequena aldeia portuguesa.
Possui uma forte componente documental, quebrando com os mecanismos convencionais da ficção que também utiliza. Conta a história de uma pequena equipe de filmagens numa aldeia entretida com alguns dos aspectos do seu dia-a-dia.

Sexta (26):
17h30 – O Delfim
Direção: Fernando Lopes
83min., 2002 - Classificação indicativa: 14 anos
Portugal, finais dos anos 60. Tomás Palma Bravo (Rogério Samora), o Delfim, o Infante, é o herdeiro de um mundo em decomposição. É ele o dono da Lagoa, da Gafeira, de Maria das Mercês (Alexandra Lencastre), sua mulher infecunda, de Domingos, seu criado preto e maneta, de um mastim e de um “Jaguar E”, que o leva da Gafeira a Lisboa e às prostitutas. Um caçador, detetive e narrador, que todos os anos volta à Lagoa para caçar patos-reais, descobre, um ano depois, que Domingos apareceu morto na cama do casal Palma Bravo e que Maria das Mercês apareceu a boiar na Lagoa. Quanto a Tomás Palma Bravo e ao mastim, dizem-lhe que desapareceram sem deixar rasto. E que da neblina da Lagoa se ouvem agora misteriosos latidos.
 
19h – Alice 
Direção: Marco Martins
Ficção, 102min, 2005 - Classificação indicativa: 16 anos
Passaram 193 dias desde que Alice foi vista pela última vez. Todos os dias Mário (Nuno Lopes), o seu pai, sai de casa e repete o mesmo percurso que fez no dia em que Alice desapareceu. A obsessão de encontrá-la leva-o a instalar uma série de câmaras de vídeo que registam o movimento das ruas. No meio de todos aqueles rostos, daquela multidão anônima, Mário procura uma pista, uma ajuda, um sinal… A dor brutal causada pela ausência de Alice transformou-o numa pessoa diferente, mas essa procura obstinada e trágica é talvez a única forma que ele tem para continuar a acreditar que um dia Alice vai aparecer.

Sábado (27):

16h – Belarmino
Direção: Fernando Lopes
74min, 1964 - Classificação indicativa: 12 anos
O retrato de um antigo lutador de boxe, Belarmino Fragoso, através das suas perambulações por uma Lisboa que já não existe. A solidão, o medo e a derrota se cruzam num filme que mistura documentário, ficção e a entrevista num passeio por antigas salas de cinema e clubes noturnos. Primeiro longa-metragem de Fernando Lopes, com o apuro jazzístico de Manuel Jorge Veloso e a brilhante fotografia de Augusto Cabrita, este é um dos filmes-chave do Cinema Novo Português.
 
18h30 – A Nossa Forma de Vida
Direção: Pedro Filipe Marques
Doc., 91min, 2011 - Classificação indicativa: 10 anos
O casamento entre o eterno proletário Armando e a dona de casa Maria Fernanda sobrevive há 60 anos. Como parceiros do mesmo crime, a partilha das suas visões do mundo transforma o cotidiano de um país em decadência económica numa breve comédia da vida. Num filme com a forma de iglu, estes guardiões do passado deixam o mundo dos mass media inundar a sua torre de controle, desenhando um retrato no presente da experiência da classe trabalhadora portuguesa. 
 
Domingo (28):

15h30 – Lá fora
Direção: Fernando Lopes
107min, 2004 - Classificação indicativa: 14 anos
Laura é jornalista na televisão. José Maria corretor na bolsa. Há algum tempo que ele a vigia à distância, sem que ela o saiba, no condomínio fechado em que ambos vivem. Um dia, um programa de televisão faz com que se encontrem. E percebe-se a o que cada um sente pelo outro. Será apenas um jogo de sedução?
Ou será que o amor ainda é possível?

17h30 – Branca de Neve 
Direção: João César Monteiro
Ficção, 75’, 2000 - Classificação indicativa: 12 anos
“O soluço é a melodia da tagarelice walseriana. Revela-nos de onde vêm os seus preferidos. Da loucura, e de mais nenhuma parte. São personagens que atravessaram a loucura e é por isso que permanecem de uma superficialidade tão dilacerante, tão totalmente inumana, imperturbável. Se quisermos designar numa palavra o que têm simultaneamente de engraçado e terrível, podemos dizer: estão todos curados. Claro que não saberemos nunca qual foi o processo dessa cura, a menos que ousemos debruçar-nos sobre a sua Branca de Neve”.
 
19h – Filme do Desassossego
Direção: João Botelho
Ficção, 120min, 2010 - Classificação indicativa: 16 anos
Lisboa, hoje. Um quarto de uma casa na Rua dos Douradores. Um homem inventa sonhos e estabelece teorias sobre eles. A própria matéria dos sonhos torna-se física, palpável, visível. O próprio texto torna-se matéria na sua sonoridade musical. E, diante dos nossos olhos, essa música sentida nos ouvidos, no cérebro e no coração, espalha-se pela rua onde vive, pela cidade que ele ama acima de tudo e pelo mundo inteiro. Filme desassossegado sobre fragmentos de um livro infinito e armadilhado, de uma fulgurância quase demente mas de genial claridade. O momento solar de criação de Fernando Pessoa. “A solidão absoluta e perfeita do EU, sideral e sem remédio. Deus sou eu!”, também escreveu Bernardo Soares.
 
Serviço:
2ª Mostra Cinema Português Contemporâneo
Direção e Curadoria: Carolina Dias / José Barahona
Realização: Refinaria Filmes
Datas: de 16 a 28 de julho de 2013
Capacidade: 50 lugares
Endereço: Praça da Sé, 111 – 6º andar, Centro - São Paulo, SP
Informações: (11) 3321-4400
Entrada gratuita

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